Temporada 2019

SEM FRONTEIRAS

“São precisamente as perguntas para as quais não existem respostas que marcam os
limites das possibilidades humanas e traçam as fronteiras da nossa existência”.

Milan Kundera

Esta temporada tem como mote passos de dança sem fronteiras que dialogam com o tempo presente, turbulento e vivo, acelerado e intenso, de questionamentos, encontros e desencontros, e coloca em cena obras de grandes nomes da dança do Brasil e do mundo. Poderemos ver distintos olhares para a realidade que nos cerca, com questões sobre barreiras, acontecimentos, expansão de fronteiras… e possibilidades do surgimento de mundos criados na confiança entre artistas que se disponham a expandir as fronteiras da nossa existência.

Serão quatro programas diferentes: O primeiro com a estreia de Cassi Abranches, uma brasileira talentosíssima que fará sua segunda obra para a SPCD. A pré-estreia de Édouard Lock, um gigante da dança mundial que criará a sua segunda obra para a Companhia, desta vez encomendada pelo Festival Movimentos Festwochen der Autostadt em Wolfsburg, na Alemanha. São olhares distintos, mas que tem na potência da dança sua energia de diálogo com o nosso tempo.

Na segunda semana: obras modernas e contemporâneas com sapatilhas de ponta, investigando a possibilidade de ampliação do movimento corporal. A estreia de A Morte do Cisne, de Lars Van Cauwnbergh, a partir do solo emblemático criado no início do século XX por Michel Fokine (1880-1942) e imortalizado pela bailarina Anna Pavlova (1881-1931); a estreia na temporada do Balé Pulcinella, de Giovanni Di Palma, um balé com muito humor e imagens fortes, e Suíte Para Dois Pianos, de Uwe Scholtz (1958- 2004) , na qual o coreógrafo cria uma linguagem única a partir da inter-relação entre a dança, a música e as artes visuais.

No terceiro programa obras com dramaturgias atuais que falam de amores, chegadas e partidas e do trânsito de pessoas em busca da felicidade. Ngali… de Jomar Mesquita aborda a questão do relacionamento entre duas pessoas com a interferência de outras pessoas. Odisseia, de Joelle Bouvier, é uma coprodução com o Théâtre National de Chaillot (França), que estreia agora na temporada de assinaturas, e fala dos grandes fluxos migratórios da atualidade, e a estreia de Vai, na qual Shamell Pitts pesquisa “as muitas identidades que constroem nossa sociedade, em termos de movimentos e linguagens”.

Terminamos a temporada com o divertido Melhor Único Dia de Henrique Rodovalho, a instigante Supernova de Marco Goecke e a estreia de Goyo Montero.

Que em 2019 estejamos juntos para estes e outros passos da dança!

Inês Bogéa
Diretora Artística e Executiva da São Paulo Companhia de Dança

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