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Uma enciclopédia colaborativa online, que busca conhecer e divulgar a dança do Brasil. Os visitantes podem escrever e editar verbetes com fotos, textos, links para sites de compartilhamentos de vídeos e publicações, em diversas categorias: grupos, escolas, profissionais da dança, companhias e outros. O Dança em Rede apresenta textos informativos sobre a dança do Brasil e do exterior, com o objetivo de ampliar e democratizar o acesso à esta arte.
Verbete do dia

Segunda Geração Moderna

Categoria: Estilos de dança
País de origem: EUA
A sistematização histórica de estilos de dança depende de uma análise temporal que leve em consideração a progressão e a passagem de um estilo ao seguinte.
Este verbete trata de um dos doze estilos propostos pela seguinte classificação histórico-analítica, que não dá conta de todas as formas de dança cênica, mas oferece um panorama da formação da dança clássica e de sua modernização:
Dança na Corte – Dança de Corte – Ballet de Corte – Escola Clássica – Escola Romântica – Escola Acadêmica – Escola Neoclássica – Era Diaghilev – Primeira Geração Moderna – Segunda Geração Moderna – Fase de Transição: Moderno/Pós-Moderno – Dança Pós Moderna.



A Segunda Geração Moderna foi marcada pela fixação e estabelecimento das possibilidades de criação independente do clássico. Seus dois maiores expoentes foram alunas da Denishawn, Marthe Graham e Doris Humphrey.

Graham sai da Denishawn por incentivo do diretor musical da companhia, Louis Horst, que via nela a voz do futuro. Ela busca seu estilo coreográfico a partir do trabalho com angulações, e passa a dar aulas e coreografar, a partir do que desenvolve sua técnica baseada no princípio da respiração. Formando uma escola rígida, Graham proibia seus bailarinos de terem aulas em outras escolas, de outros estilos, para que ficassem no estilo dela. Sua proposta era a de criar danças que comunicassem para o público de sua época, por isso insistia no trabalho com questões que fossem relevantes para seu tempo, assim propondo o afastamento dos contos de fada e a proximidade com o cotidiano.

Humphrey passou 11 anos no Denishawn e depois seguiu o mesmo caminho de Graham, passando a dar aulas e coreografar independentemente. Sua técnica enfatiza o equilíbrio, trabalhando queda e recuperação. Diferente de Graham, ela queria que seus bailarinos desenvolvessem um estilo próprio, incentivando a individualidade. Humphrey deu ênfase ao trabalho teórico em dança, dando aula em universidades e escrevendo sobre seu trabalho de um ponto de vista técnico.

Essas duas criadoras foram as bases de formação de muitos bailarinos e coreógrafos de destaque na dança moderna, orientando e ensinando, mais que uma forma de dançar, uma forma de pensar a dança. A dança moderna se caracterizou, mais que por um sistema técnico específico, pela discussão da função da dança, que propunha, mais que o simples entretenimento, diversas formas de entendimento e apresentação de conteúdos.
 

Referências bibliográficas

Algumas sugestões de leituras e referências acerca da História da Dança e dos Estilos de Dança:

ANDERSON, Jack. Ballet and Modern Dance: a concise history
ANDERSON, Jack. Dança
AU, Susan. Ballet & modern dance.
BOUCIER, Paul. História da Dança no Ocidente
CAMINADA, Eliana. História da Dança: evolução Cultural
CAVRELL, Holly. Dando Corpo à História. (Doutorado em Artes, Unicamp)
COHEN, Selma Jean. Dance as a Theatre Art
KIRSTEIN, Lincoln. Four Centuries of Ballet
PORTINARI, Maribel. História da Dança
ROCHELLE, Henrique. Estilos de Dança: uma proposta de revisão histórica. (Material de apoio didático desenvolvido durante o Programa de Estágio Docente das disciplinas de História da Dança. Instituto de Artes, Unicamp)
SORELL, Walter. Dance in Its Time



Por Henrique Rochelle | SPCD Pesquisa
Matha Graham e Bailarinos (1990) l Foto: Jim Wilson
Matha Graham e Bailarinos (1990) l Foto: Jim Wilson
Doris Humphrey, Passacaglia l Foto: Barbara Morgan
Doris Humphrey, Passacaglia l Foto: Barbara Morgan
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