Memória | Figuras da Dança
A dança tem muitas histórias, e para revelar um pouco delas a São Paulo Companhia de Dança criou a série de documentários Figuras da Dança que traz para você essa arte contada por quem viveu.
Idealizada por Iracity Cardoso e Inês Bogéa, a série já conta com dezesete episódios: Ady Addor, Ismael Guiser (1927-2008), Ivonice Satie (1950-2008), Marilena Ansaldi, Penha de Souza, Antonio Carlos Cardoso, Hulda Bittencourt, Luis Arrieta, Ruth Rachou, Tatiana Leskova, Angel Vianna, Carlos Moraes, Márcia Haydée, Décio Otero, Sônia Mota, Célia Gouvêa e Ana Botafogo. Em 2008 os documentários foram dirigidos por Inês Bogéa e Antonio Carlos Rebesco (Pipoca), em 2009 por Inês Bogéa e Sérgio Roizenblit, em 2010 por Inês Bogéa e Moira Toledo e em 2011 por Inês Bogéa, diretora da São Paulo Companhia de Dança.
Os programas exibidos na TV Cultura, atingiram, na sua primeira exibição, uma média de 250.480 domicílios/ano na grande São Paulo (Fonte: Ibope / Media Workstation GSP). Os documentários são reunidos em uma caixa de cinco DVDs, acompanhadas de livretos informativos de 36 páginas sobre cada artista, com texto de pesquisadores, fotos históricas e cronologia.
A série Figuras da Dança não é comercializada. Ela é distribuída para instituições educativas e culturais, principalmente as que contam com biblioteca pública, além de universidades e ONGs. Mais informações:
educativo@spcd.com.br.
Ivonice Satie
(1950 – 2008)
Figuras da Dança 2008
Direção: Inês Bogéa e Antonio Carlos Rebesco
Filha de imigrantes japoneses, Ivonice iniciou seus estudos de dança na Escola Municipal de Bailado de São Paulo aos nove anos. Integrou o Corpo de Baile do Teatro Municipal de São Paulo, atual Balé da Cidade de São Paulo, por 14 anos. Foi bailarina e assistente de coreografia do Ballet du Grand Théatre de Genève e diretora artística do Balé da Cidade de São Paulo, onde criou a Cia. 2, para bailarinos veteranos. Trabalhou como coreógrafa convidada em companhias na França, Alemanha, Croácia, Suíça, Estados Unidos e Portugal.
Ismael Guiser
(1927 – 2008)
Figuras da Dança 2008
Direção: Inês Bogéa e Antonio Carlos Rebesco
Argentino, Ismael Guiser chegou ao país em 1953 para ser solista do Ballet do IV Centenário a convite do próprio diretor, Aurélio Milloss. Guiser começou a dançar somente aos 18 anos, tornando-se solista do Balé de La Plata, em Buenos Aires. No início dos anos 50, seguiu para a Europa, onde trabalhou no Teatro La Scala de Milão e na companhia do francês Roland Petit. Foi coreógrafo do Ballet do Museu de Arte de São Paulo, para o qual criou suas primeiras coreografias profissionais. Dançou também na extinta TV Tupi. Ainda no Brasil, coreografou para sua própria companhia e fez trabalhos para grupos como o Balé do Teatro Municipal do Rio e o Cisne Negro.
Ady Addor
(1935)
Figuras da Dança 2008
Direção: Inês Bogéa e Antonio Carlos Rebesco
A carioca Ady Addor foi primeira bailarina a atuar em companhias de renome como Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Ballet do IV Centenário, Ballet Nacional da Venezuela, Ballet Nacional de Cuba e American Ballet Theatre, de Nova York. Famosa por sua qualidade como bailarina dramática, encerrou a carreira na dança em 1961, aos 26 anos, e, desde então, dedica-se à família em São Paulo. Montou uma escola no bairro de Pinheiros, o histórico Balleteatro. Foi professora do Balé da Cidade e continua sendo uma das mais respeitadas maîtresses de ballet do país.
Penha de Souza
(1935)
Figuras da Dança 2008
Direção: Inês Bogéa e Antonio Carlos Rebesco
Penha de Souza, carioca criada em Bauru, em 50 anos de carreira percorreu uma trajetória única, saindo do balé clássico até chegar ao Alongamento Corretivo Postural, método que criou a partir de aspectos da dança clássica, moderna e técnicas de Yoga, RPG e Pilates. Como bailarina, Penha dançou em especiais de televisão pela TV Tupi, TV Rio, Record e TV Paulista. Trouxe de Nova York a técnica de Graham e foi coreógrafa da Cisne Negro, tendo criado o primeiro espetáculo do grupo: Pulsación, em 1977. Penha trabalhou e contribuiu para o reconhecimento da dança como profissão no Brasil, foi membro-fundador da Associação Paulista de Profissionais da Dança (APPD), atual Sindicato dos Profissionais da Dança do Estado de São Paulo.
Marilena Ansaldi
(1934)
Figuras da Dança 2008
Direção: Inês Bogéa e Antonio Carlos Rebesco
Marilena é bailarina, coreógrafa, produtora, autora e atriz. Foi primeira bailarina do Teatro Municipal de São Paulo, precursora da dança-teatro no Brasil e uma das fundadoras do Balé de Câmara do Estado de São Paulo. Estudou durante três anos no Balé Bolshoi, onde chegou a se apresentar com primeira bailarina e, de volta ao Brasil, trabalhou com importantes nomes do teatro, da dança e da televisão. Em 1975 orientou sua carreira para o teatro-dança autoral. O caráter inovador e a qualidade artística de suas obras rendem-lhe prêmios como APCA, Molière e Governador do Estado de São Paulo. Seus trabalhos baseiam-se em autores como Wilhelm Reich, Clarice Lispector e Heiner Muller.
Ruth Rachou
(1927)
Figuras da Dança 2009
Direção: Inês Bogéa e Sérgio Roizenblit
Uma das artistas fundamentais da dança moderna no Brasil, Ruth Rachou iniciou sua carreira no histórico Ballet do IV Centenário (1954) e influenciou toda uma geração da dança. Tem uma extensa carreira profissional como bailarina, coreógrafa e professora. Como atriz, participou de filmes produzidos pelos estúdios da Vera Cruz, e dançou no balé da TV Record. No Brasil, foi responsável pela disseminação de algumas dessas técnicas de dança moderna americana e, em 1972, abriu o Espaço de Dança Ruth Rachou, que, além de aulas regulares de técnicas de dança moderna e pilates, é um lugar de reflexão e diálogo sobre as artes cênicas.
Hulda Bittencourt
(1934)
Figuras da Dança 2009
Direção: Inês Bogéa e Sérgio Roizenblit
Fundadora da Cisne Negro Cia. de Dança, em 1977, Hulda Bittencourt tem uma longa trajetória na dança. Atuou como bailarina, coreógrafa, professora, fundadora de escola e companhia de dança. No começo de sua carreira, dançou em vários grupos e participou de óperas, operetas e musicais. Entre seus trabalhos, destaca-se a montagem anual de O Quebra-Nozes, que supra a 25ª temporada seguida. Hulda iniciou seus estudos com Maria Olenewa e teve como professores, Vaslav Veltcheck, Ismael Guiser, Bill Martin Viscount, John O`Brien, Rosella Hightower, Herida May e Shirley Graham.
Luis Arrieta
(1951)
Figuras da Dança 2009
Direção: Inês Bogéa e Sérgio Roizenblit
Luis Arrieta nasceu em Buenos Aires e chegou ao Brasil, em 1974, a convite de Marilena Ansaldi para integrar o Ballet Stagium. Ao longo de mais de 40 anos de trajetória como bailarino, coreógrafo e diretor artístico, constituiu uma das mais destacadas obras na arte da dança produzida no Brasil. Com quase uma centena de coreografias, teve papel decisivo na história de importantes companhias, como o Balé da Cidade de São Paulo e o Balé Teatro Castro Alves, de Salvador. Ocupou por duas vezes o posto de diretor artístico do Balé da Cidade de São Paulo e foi um dos fundadores e diretor artístico do Elo Ballet de Câmara Contemporâneo, de Belo Horizonte.
Tatiana Leskova
(1922)
Figuras da Dança 2009
Direção: Inês Bogéa e Sérgio Roizenblit
Uma das figuras mais importantes da dança brasileira, Tatiana Leskova nasceu em Paris e chegou ao Brasil pela primeira vez em 1942, com a companhia Original Ballet Russes do Coronel de Basil e fixou residência no país em 1944. Esteve à frente do Balé do Teatro Municipal do Rio por anos e o transformou em uma das companhias mais prestigiadas da dança clássica no Brasil. Para a instituição, remontou grandes clássicos da dança. Trabalhou com Léonide Massine, de quem se tornou remontadora oficial. Por conta disso, já trabalhou em companhias na Inglaterra, Estados Unidos, França (na Ópera de Paris, convidada por Nureyev) e Países Baixos.
Antonio Carlos
Cardoso
(1939)
Figuras da Dança 2009
Direção: Inês Bogéa e Sérgio Roizenblit
Antonio Carlos Cardoso iniciou sua aproximação com a dança em Porto Alegre, sua cidade natal. No início dos anos 1960, seguiu para o Rio de Janeiro, para o Corpo de Baile do Theatro Municipal, onde começou sua carreira profissional. Depois de ter trabalhado em companhias européias, ajudou a mudar a direção da dança brasileira ao assumir a direção do Corpo de Baile Municipal (atual Balé da Cidade) em 1974. Em sua gestão, trabalhou ao lado de importantes coreógrafos como Oscar Araiz, Victor Navarro e Sônia Mota. Em 1981, participou da criação do Balé Teatro Castro Alves, companhia que dirigiu com intervalos até 2005. Em Salvador, começou sua carreira de fotógrafo, que já lhe rendeu publicações em respeitadas revistas e catálogos.
Angel Vianna
(1928)
Figuras da Dança 2010
Direção: Inês Bogéa e Moira Toledo
Angel Vianna, um dos nomes mais importantes na pesquisa do movimento no Brasil, começou a dançar em Belo Horizonte, com Carlos Leite. O casamento com Klauss Vianna, em 1955, trouxe uma longa e rica parceria na vida e na dança. Fundaram a primeira escola juntos em Belo Horizonte onde já aplicavam a multidisciplinaridade e começaram a pesquisar o movimento. Na década de 1960, mudam-se para o Rio de Janeiro onde se aproximam do teatro fazendo preparação corporal para atores. Angel influenciou toda uma geração com seu conhecimento sobre o corpo. Hoje, além de ministrar aulas e palestras, tem uma faculdade que leva seu nome, no Rio de Janeiro.
Carlos Moraes
(1936)
Figuras da Dança 2010
Direção: Inês Bogéa e Moira Toledo
Um dos artistas fundamentais para a consolidação da dança na Bahia, Carlos Moraes iniciou seus estudos no Rio Grande do Sul, sua terra Natal, e mais tarde se profissionalizou no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, na década de 1960. O professor,
maître de ballet, coreógrafo e diretor chegou a Salvador no início dos anos 1970 para dar aulas de balé clássico para alunas da Escola de Ballet do Teatro Castro Alves (EBATECA). Em pouco tempo, o ensino da dança clássica e a concepção da dança cênica sofreram grandes alterações, com reverberações no campo sociocultural.
Com um trabalho sério, Moraes misturou a dança afro, o balé clássico, a dança moderna e as manifestações folclóricas, estimulou o convívio entre as bailarinas brancas de classe média e os “capoeiristas”, rapazes negros e pobres. Fez da miscigenação uma matriz dos seus espetáculos.
Márcia Haydée
(1937)
Figuras da Dança 2010
Direção: Inês Bogéa e Moira Toledo
Márcia Haydée é a bailarina brasileira de consagração mundial, conhecida como a “Callas da dança”, por sua grande força interpretativa. Em sua carreira, atuou no Balé do Marquês de Cuevas, mas foi no Stuttgart Ballet, sob a direção de John Cranko, que no início dos anos 1960, ela se tornou musa do coreógrafo e foi revelada como grande intérprete e bailarina. Na década de 1970, após a morte de Cranko, Márcia assume a direção da companhia e fica à frente durante 20 anos. Trabalhou ao lado de grandes nomes da dança como Richard Cragun, Rudolf Nureyev, Jorge Donn, Maurice Bejárt, John Neumeier.
Décio Otero
(1933)
Figuras da Dança 2010
Direção: Inês Bogéa e Moira Toledo
Décio Otero, uma das figuras mais conhecidas da dança nacional, foi um dos grandes responsáveis pela guinada da dança brasileira no início da década de 1970 ao fundar o Ballet Stagium. Com a companhia percorreu o Brasil com coreografias que retratassem as situações do país. Dessa preocupação nasceram mais de 50 trabalhos ao longo dos quase 40 anos do grupo. Otero também atuou como diretor artístico e organizador de projetos sócio-educativos em instituições e escolas. Sua direção no Stagium já formou diversos profissionais, de bailarinos a iluminadores de espaço cênico.
Sônia Mota
(1948)
Figuras da Dança 2010
Direção: Inês Bogéa e Moira Toledo
A bailarina, coreógrafa e diretora Sônia Mota foi uma das figuras mais atuantes da dança paulista na década de 1970. Depois de quatro anos o The Royal Ballet of Flanders, voltou ao Brasil e participou da renovação do Corpo de Baile Municipal e do Grupo Andança e do Teatro Galpão. Em 1989, inicia um longo período na Alemanha, onde, além de atuação como bailarina, coreógrafa e professora, desenvolve sua metodologia chamada de Arte da Presença, a qual utiliza o corpo e as limitações do aluno para que ele encontre suas possibilidades de movimento. Atualmente é diretora da Companhia Palácio das Artes, de Belo Horizonte.
Célia Gouvêa
(1949)
Figuras da Dança 2011
Direção: Inês Bogéa
A bailarina Célia Gouvêa nasceu em Campinas e é um dos grandes nomes da dança paulista. Dividiu sua carreira entre o Brasil e a Europa e integrou a primeira turma do Mudra - Centro Europeu de Aperfeiçoamento e de Pesquisa dos Intérpretes do Espetáculo, dirigido por Maurice Bejárt (1927-2007). Ao lado de outros criadores fundou, na Bélgica, o Grupo Chandra - Teatro de Pesquisa de Bruxelas, com direção de Micha Van Hoecke. No Brasil coreografou para o Teatro de Dança de São Paulo, Teatro Galpão, Corpo de Baile Municipal (atual Balé da Cidade de São Paulo), Célia Gouvêa Grupo de Dança, Teatro Guaíra, e outras. É membro fundadora da Cooperativa Paulista dos Bailarinos Coreógrafos de São Paulo.
Ana Botafogo
(1957)
Figuras da Dança 2011
Direção: Inês Bogéa
A carioca Ana Botafogo é um dos maiores nomes da dança do Brasil. Aluna da academia de dança da bailarina Leda Iuqui, teve seu primeiro contrato como bailarina profissional no Ballet de Marseille, com direção de Roland Petit. Na década de 70 foi bailarina do Teatro Guaíra e posteriormente da Associação de Ballet do Rio de Janeiro. Torna-se a primeira bailarina do Teatro Municipal do Rio de Janeiro em 1981, cargo que ocupa atualmente. Dançou as mais importantes obras do repertório clássico como solista, entre elas Giselle, de Jean Coralli (1779-1854) e Jules Perrot (1802-1892), considerada pela crítica uma de suas maiores interpretações. Dançou no mundo todo e teve importantes partners como Fernando Bujones, Jean Yves Lormeau, Julio Bocca, Richard Cragun, Francisco Timbó, Marcelo Misailidis, Vitor Luis, entre outros.
Lia Robatto
(1940)
Figuras da Dança 2012
Direção: Inês Bogéa
Nascida em São Paulo, e formada pela Escola Municipal de Bailado, Lia Robatto é uma paulistana que adotou a Bahia para exercer sua arte. Saiu de São Paulo rumo a Salvador (BA), em 1957, para trabalhar como assistente de Yanka Rudzka (1916-2008), na primeira escola de dança em nível superior no Brasil, na Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde também atuou como professora e bailarina. É uma grande criadora de grupos e movimentos, como o Grupo Experimental de Dança (GED) e Escola de Iniciação Artística, que contribuíram para o desenvolvimento da dança local e permitiram que a artista aprofundasse sua pesquisa no questionamento das fórmulas convencionais da dança. Integrante do Conselho Estadual de Cultura da Bahia, desde 2000, Lia Robatto pensa arte de forma ousada e, acima de tudo, sem restrições.
Ismael Ivo
(1955)
Figuras da Dança 2012
Direção: Inês Bogéa
Criador, diretor, coreógrafo, curador. São muitas as facetas de Ismael Ivo. Nascido em São Paulo, foi para Nova York em 1983, ano em que foi convidado para integrar a companhia júnior do Alvin Ailey Dancer Center. Depois ganhou a Europa. Criou em 1984 o Impuls Tanz – Vienna Internacional Dance Festival e anos depois, tornou-se diretor do festival de dança da Bienal de Veneza. É um grande intérprete e entre seus trabalhos destacam-se obras como:
Francis Bacon (1993) com direção de Johann Kresnik, que foi apresentado no Brasil este ano;
Tristão e Isolda (1999), que dançou ao lado da brasileira Márcia Haydée,
A Paixão Segundo Mateus (2007),
Babel: Il Terzo Paradiso (2010), e outros. Radicado na Alemanha há mais de 20 anos, dirigiu a Companhia de Dança do Teatro Nacional Alemão, em Weimar, de 1996 a 2000. Ivo é um dos grandes nomes da dança do Brasil.
Marilene Martins
(1935)
Figuras da Dança 2012
Direção: Inês Bogéa
Pioneira da dança moderna em Belo Horizonte, Marilene Martins escreve o movimento por meio de gestos e palavras. Dividiu sua carreira entre Belo Horizonte, onde dançou no Ballet de Minas Gerais, sob direção de Carlos Leite, e no Ballet Klauss Vianna, de Klauss e Angel Vianna; Salvador, onde cursou dança moderna na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e integrou o grupo Juventude e Dança e o Grupo de Dança Contemporânea da UFBA, e Rio de Janeiro, cidade em que aprofundou seus estudos em dança. Com o apoio de Rolf Gelewski (1930-1988) fundou a Escola de Dança Moderna Marilene Martins, em Belo Horizonte, em 1969, e o Trans-Forma Grupo Experimental de Dança, em 1971. Com o término do grupo em 1988, Nena, como é conhecida, não parou de criar: estudou decoração, formou-se em artes plásticas e passou a escrever poesias. Até hoje seus conceitos e sua forma de olhar para uma dança experimental reverberam nos trabalhos da cena da dança mineira.
Edson Claro
(1949)
Figuras da Dança 2012
Direção: Inês Bogéa
Tido por consenso como um dos grandes incentivadores da produção artística no país, Edson Claro rompeu barreiras e preconceitos. Fundou grupos de dança em São Paulo e no Rio Grande do Norte e mudou a forma de se pensar a dança no país ao criar o Método Dança-Educação Física (MDEF), apostando na multidisciplinaridade e acreditando na ligação entre dança e educação física como um processo de educação. Como criador e educador, trabalhou na Faculdade Integrada de Guarulhos e instituiu o Curso de Especialização em Método Dança Educação Física. Na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em 1990, fundou e coordenou a Pós-Graduação Lato Sensu - Dança e Consciência Corporal (1995) e o Curso de Licenciatura em Dança na UFRN (2009). Também criou a Acauã Cia. de Dança (1988), Gaia Cia. de Dança (1990) e a Cia. de Dança dos Meninos (2000). Para Claro, o corpo sempre surpreende quando começa a dançar.