Dança em Rede

Danças Urbanas

  • Categoria: Estilos de danças
  • País de origem: Brasil

Histórico

O termo danças urbanas se consolidou para se referir às danças da cultura hip hop. Foto de Luis Quintero no Pexels

O termo danças urbanas se consolidou para se referir às danças da cultura hip hop. Foto de Luis Quintero no Pexels
 
O termo danças urbanas passou a ser utilizado no Brasil na última década, substituindo o que até então se conhecia por street dance ou dança de rua. O termo começou a ser empregado por Frank Ejara, um dos precursores da cultura hip hop no Brasil, e, com o tempo, foi sendo legitimado por sua utilização em festas, eventos, festivais e escolas de dança. Hoje em dia, por exemplo, é mais difícil encontrar aulas de street dance, pois o termo danças urbanas já se consolidou para se referir às danças da cultura hip hop.

O termo danças urbanas surge para designar várias danças que nascem e se desenvolvem nos contextos urbanos, especialmente nas periferias. O passinho, por exemplo, é considerado uma dança urbana, embora para alguns ainda não seja considerado uma dança da cultura hip hop. Sendo assim, é possível abranger uma grande quantidade de danças sob essa nomenclatura, mas essencialmente é composto pelas danças que fazem parte da cultura hip hop.

Essas danças “urbanas” surgiram nas metrópoles norte-americanas e suas primeiras manifestações aparecem na época da grande crise econômica dos EUA. Em 1929, os músicos e dançarinos que trabalhavam nos cabarés ficaram desempregados e foram para as ruas fazer seus shows. Assim, acredita-se que a primeira street dance, criada nesse contexto das ruas, foi o Tap, ou sapateado americano, como é conhecido atualmente.

Também nesse contexto surge o Lindy Hop, mas é somente em 1967, que se iniciam os primeiros movimentos das tradicionais danças que compõe o hip hop atualmente. O cantor James Brown faz sucesso com o Funk e junto com ele é criado o Locking.  
Sendo assim, quem dança alguma dança da cultura hip hop, faz alguma dança urbana. Mas quais são elas? As danças urbanas são danças que passaram a fazer parte da cultura do hip hop, englobando inclusive manifestações que vieram antes da consolidação da cultura só nos anos 80’. Os movimentos iniciais contavam com eventos nas ruas que tinham a música, o grafite e o breaking como característica principal.

Dessa forma, o movimento teve início com o breaking e, posteriormente, foram acrescentados danças anteriores como o Locking e o Popping e, posteriores, como o hip hop dance, o house dance, o wacking, entre outros.

Vale ainda ressaltar que o termo urban dance é utilizado em muitos países na Europa e não se refere especificamente às danças da cultura hip hop, mas a toda manifestação de dança no espaço urbano, incluindo a dança contemporânea realizada na cidade. Pode-se entender mais sobre essa outra forma de entender o termo a partir do artigo da italiana Eugênia Cassini Ropa: A dança urbana ou sobre a resiliência do espírito da dança. Revista Urdimento, n. 19, Novembro de 2012.
 
 

Referências

GUARATO, Rafael. Nada de cria, tudo se copia, tudo se mixa em “Dança de Rua: corpos para além do movimento Uberlândia, 1970-2007” – Edufu, 2008.

GUARATO, Rafael. Danças urbanas: algumas para se pensar, no Portal Idança: www.idança .net Publicação de 10/12/2009. Último acesso em 19/06/2020 < http://beta.idanca.net/dancas-urbanas-algumas-para-se-pensar/>.

ALVES, Flávio Soares. A Dança Break: uma análise dos fatores componentes do esforço no duplo movimento de ver e sentir – Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas SP Brasil, 2007.

LAKKA, Vanilton. A Cena das Danças Urbanas em Cena: A interface danças urbanas e danças contemporânea – IV Encontro Nacional de Pesquisadores em Dança – ANDA 2015.

ROPA, Eugênia Cassini. A dança urbana ou sobre a resiliência do espírito da dança. Revista Urdimento, n. 19, Novembro de 2012.

RIBEIRO, Ana Cristina; CARDOSO, Ricardo. DANÇA DE RUA. Campinas, SP: Editora Átomo, 2011.

NEGRAXA, Thiago. As danças da cultura Hip Hop e Funk Styles. São Paulo, SP: Editora All Print, 2015.

(Igor Gasparini | Pesquisa SPCD)

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