Dança em Rede

J.C.VIOLLA

  • Categoria: Profissionais da dança
  • País de origem: Brasil
  • UF de origem: SP
  • Cidade de origem: Lins
  • Atividade: Ator
  • Atividade: Bailarino
  • Atividade: Coreógrafo
  • Atividade: professor
  • Data de nascimento: 24/04/1947

Histórico

José Carlos de Azevedo Viola, mais conhecido por J.C.Violla, nasceu em 24 de abril, de 1947, na cidade de Lins (SP). Iniciou seus estudos em dança em 1970, com Maria Duschenes, por meio da teoria e da técnica de Rudolf Laban (1879-1958). Sua carreira de professor começou após dois anos, onde ministrou a parte prática de um curso de formação na Teoria do Movimento de Laban a um grupo de 200 terapeutas, psicólogos e psicanalistas na quadra do Sesc Consolação, em São Paulo.

Sua primeira experiência como bailarino foi em 1973, no palco do Teatro Masp (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand), no Espetáculo Cinético, de Maria Duschenes.

Foi para os Estados Unidos (Nova Iorque), onde estudou nas escolas de Merce Cunningham (1919-2009), Alwin Nikolais (1910-1993), Alvin Ailey (1931-1989) e Martha Graham (1894-1991). Também fez aula com Trisha Brown, Sara Rudner, Stephen Petronio e outros. No mesmo período, interessado pelas técnicas corporais, resolvera aprofundar-se no estudo das pesquisas desenvolvidas por Moshe Feldenkrais (1904-1984), Gerda Alexander (1908-1994), Godelieve Denys-Struyf e Françoise Meziè res (1909-1991).

Conhece Naum Alves de Souza, em 1975, com quem desenvolveu diversas parcerias. Em 1977, tem a primeira experiência como ator-bailarino, ao dividir a cena com Ruth Escobar, em Torre de Babel, de Fernando Arrabal.

Cria o J.C. Violla Estúdio de Dança, em 1980, localizado em Pinheiros, onde permanece até os dias de hoje. Em mais de três décadas, passaram-se mais de 20 mil alunos.

Um de seus trabalhos mais marcantes foi Nijinsky, onde interpreta o personagem-título, de Naum Alves de Souza (texto, direção e cenário) e remontagem de Célia Gouvêa, em que atuou como bailarino e ator. Por esse trabalho, recebe o prêmio da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de melhor bailarino.

Violla também é muito conhecido por ter participado do programa Domingão do Faustão, na Rede Globo, no quadro Dança dos Famosos, como jurado técnico. Atualmente, ministra aulas de dança no Brasil e no exterior.

Trabalhos

1947 Em 24 de abril, na cidade de Lins (SP), nasce o bailarino, professor, coreógrafo e ator José Carlos de Azevedo Viola – ou, como é conhecido artisticamente, J. C. Violla. Filho de Angelina Azevedo Viola (1918-2008) e Jorge Viola Jamarino (1913-2000);
1970 Inicia os estudos de dança pelas mãos da mestra húngara, radicada no Brasil, Maria Duschenes, por meio da teoria e da técnica de Rudolf Laban (1879-1958);
1972 A convite de Duschenes, começa a carreira de professor, ministrando a parte prática de um curso de formação na Teoria do Movimento de Laban a um grupo de 200 terapeutas, psicólogos e psicanalistas na quadra do Sesc Consolação, em São Paulo;
1973 Tem sua primeira experiência como bailarino, no palco do Teatro Masp (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand), no Espetáculo Cinético de Maria Duschenes;
1975 Parte para Nova York para temporada de estudo nas escolas de Merce Cunningham (1919-2009), Alwin Nikolais (1910-1993), Alvin Ailey (1931-1989) e Martha Graham (1894-1991). Também fez aula com Trisha Brown, Sara Rudner, Stephen Petronio e outros. No mesmo período, interessado pelas técnicas corporais, resolvera aprofundar-se no estudo das pesquisas desenvolvidas por Moshe Feldenkrais (1904-1984), Gerda Alexander (1908-1994), Godelieve Denys-Struyf e Françoise Meziè res (1909-1991). Ainda em 1975, a convite de Myrian Muniz (1931-2004), que dirigia o show Falso Brilhante, de Elis Regina (1945-1982), desenvolve seu primeiro trabalho como preparador corporal de todo um grupo. Ê quando conhece Naum Alves de Souza, com quem firmará grande parceria;
1977 Tem a primeira experiência como ator-bailarino, ao dividir a cena com Ruth Escobar em Torre de Babel, de Fernando Arrabal. Atua também em peça Maratona, com direção, texto e cenário de Naum Alves de Souza;
1978 Para o Grupo experimental J. C. Violla (constituído de dez homens e dez mulheres, de formação profissional diversa), coreografa Senhores das Sombras, Últimos Santos com colaboração de Janice Vieira, que estreia na Primeira Bienal Latino-Americana de São Paulo. A convite do grupo Andança, cria Rua São Caetano, inspirada na cidade de São Paulo e em sua diversidade de bairros e zonas comerciais. Como ator-bailarino, participa de Magitex, de Maria Duschenes, e de Depois do Arco-Íris (dança-teatro), com direção e texto de Naum Alves de Souza e colaboração de Alberto Guzik (1944-2010);
1979 Estabelece nova versão para o Senhores das Sombras, apresentada na I Mostra de Dança Contemporânea de São Paulo, no Teatro Brasileiro de Comédia. Também atua em No Natal a Gente Vem Te Buscar, com texto e direção de Naum Alves de Souza;
1980 Cria o J. C. Violla Estúdio de Dança, no bairro paulistano de Pinheiros, onde permanece até hoje. Por lá, depois de mais de três décadas, passaram mais de 20 mil alunos. Cria Valsa Para Vinte Veias, com direção, roteiro e figurinos de Naum Alves de Souza. Por esse trabalho, obtém da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) o prêmio revelação de coreógrafo. Cria e coreografa para deu grupo de dança Valsa para Vinte Veias, com colaboração de Lala Deheinzelin; direção, cenário e figurino de Naum Alves de Souza;
1981 Coreografa Flippersports, cuja temática explora uma gama de movimentos em diversos esportes e na automação dos jogos eletrônicos. Como bailarino-ator, participa de três espetáculos cujas coreografias são de Célia Gouvêa: Expediente; Contraste Para Três; e Lendas.
Atua também na peça teatral Aurora da Minha Vida. E, sob direção de Stéphane Dosse, faz Os Amantes Tristes. Em setembro, ocorre uma retrospectiva de seus trabalhos, na qual se remontam Senhores das Sombras e Valsa Para Vinte Veias;
1982 Produz e dança o papel principal de uma adaptação contemporânea, concebida por Naum Alves de Souza com coreografia de Célia Gouvêa, do balé Petruchka, com música do compositor Igor Stravinsky (1882-1971). No mesmo ano, recebe da APCA, por esse espetáculo, o prêmio de melhor bailarino;
1983 Com coreografia de Célia Gouvêa e Maurice Vaneau (1926-2007) e música de Igor Stravinsky, dança História do Soldado no Festival de Inverno de Campos do Jordão. Participa do elenco do primeiro musical da Broadway montado no Brasil, A Chorus Line;
1984 Volta ao palco como ator em Um Beijo, um Abraço, um Aperto de Mão, com texto, direção e cenário de Naum Alves de Souza;
1985 Cria o Dancing in the Sky, curso de verão de dança de salão que é considerado pioneiro; 1986 No cinema, atua com ator-bailarino no musical brasileiro Ópera do Malandro, dirigido por Ruy Guerra;
1987 Como bailarino-ator na peça Nijinsky – texto, direção e cenário de Naum Alves de Souza, com colaboração do fotógrafo Miro e remontagem coreográfica de Célia Gouvêa –, interpreta a personagem-título, Vaslav Nijinsky (1890-1950). Por esse trabalho, recebe o prêmio da APCA de melhor bailarino. Coreografa para o filme Feliz Ano Velho, de Roberto Gervitz;
1989 Atua na peça Big Loira, adaptação e direção de Naum Alves de Souza para uma série de contos de Dorothy Parker (1893-1967);
1991 De volta ao teatro musical, desenvolve o trabalho coreográfico de Almanaque Brasil, de Noemi Marinho. Recebe da Associação de Produtores de Espetáculos Teatrais do Estado de São Paulo (APETESP) o prêmio de melhor coreógrafo pelo trabalho desenvolvido no musical Almanaque Brasil;
1993 Originado dos trabalhos com os alunos do curso de dança de salão, surge novo grupo de dança, constituído por 40 pessoas – 20 homens e 20 mulheres, sem nenhuma experiência profissional em dança. Para esse grupo, coreografa Salão de Baile, com direção de Naum Alves de Souza. Recebe da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) o prêmio de melhor espetáculo do ano;
1997 Cria as coreografias de Baile do Brasil, com direção, roteiro, cenário e figurinos de Naum Alves de Souza, num gênero que mescla danças tradicionais brasileiras, ritmos folclóricos e étnicos. Recebe da APCA o prêmio de melhor coreógrafo do ano;
2002 No Teatro Sesc Anchieta, em São Paulo, apresenta seu primeiro balé-solo, Doze Movimentos Para um Homem Só; coreografia composta de 12 sequências curtas, criadas por ele e Célia Gouvêa e jovens coreógrafos brasileiros. Recebe da APCA o prêmio de melhor conjunto da obra;
2005 Na Rede Globo de Televisão, no programa Domingão do Faustão, inicia sua participação (que se estende até hoje) no quadro Dança dos Famosos, como jurado técnico, ao lado de outras grandes personalidades da dança brasileira;
2008 Faz o trabalho de coreografia do filme Chega de Saudade, com direção de Laís Bodanzky;
2013 Ministra aulas de dança no Brasil e no exterior.
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