Dança em Rede

Paulo Arrais

  • Categoria: Profissionais da dança
  • País de origem: Brasil
  • UF de origem: GO
  • Cidade de origem: Goiânia
  • Atividade: Primeiro-bailarino do Boston Ballet
  • Data de nascimento: 23/08/1987

Histórico

 

Paulo Arrais. Foto: Divulgação

 

BIOGRAFIA

  Paulo Arrais começou a dançar aos 10 anos. A princípio, ele queria ser ginasta, mas na escola disseram que ali havia um bailarino. Assim, ele ingressou no Centro Cultural Gustav Ritter em Goiás, sua cidade natal. Aos 15 anos, participou do Youth America Grand Prix, em Nova York, e ganhou uma bolsa de estudos para a École de Danse de l'Opéra national de Paris. Depois, estudou no English National Ballet School e no Royal Ballet School, onde recebeu o prêmio Ninette de Valois Bursary na sua graduação em 2006. No mesmo ano, ingressou no Norwegian National Ballet. Em 2009, se mudou para São Francisco para dançar no Alonzo King's Lines Ballet. Em seguida, ingressou no corpo de baile do Boston Ballet em 2010, foi promovido a primeiro-solista em 2011 e a primeiro-bailarino em 2012. Em 2013, voltou ao Norwegian National Ballet como primeiro-bailarino; no ano seguinte, regressou ao Boston Ballet no mesmo posto, onde continua até hoje.  

Videografia

Trecho de Wings of Wax, Norwegian National Ballet
<https://www.youtube.com/watch?v=grClPZbYZjw>

Entrance de Basílio, Dom Quixote, Norwegian National Ballet
<https://www.youtube.com/watch?v=991gMOuVLwQ>

Grand pas de deux do cisne negro, O lago dos cisnes, Boston Ballet
<https://www.youtube.com/watch?v=dqkmBybV_hs>

Trecho de Chaconne, Boston Ballet
<https://www.youtube.com/watch?v=tMjk_F20RLA>

Trecho de ELA, Rhapsody in Blue, Boston Ballet
<https://www.youtube.com/watch?v=we9CnevT004>

Trabalhos

Como primeiro-bailarino, dançou como artista convidado com o Teatro Dell’Opera di Roma, National Ballet of China, Staatsballett Berlin, e em galas internacionais em Londres, Coreia do Sul, Noruega, Itália, Japão e Brasil.

Como coreógrafo, sua primeira obra foi Work in Progress (2012) para o Boston International Ballet Competition Gala e Maris Liepa Gala. Também coreografou Castle (2017), cuja estreia aconteceu no BB@home; durante a criação desta obra, ganhou uma bolsa do New York Choreographic Institute. O seu primeiro trabalho como coreógrafo para o Boston Ballet é ELA, Rhapsody in Blue (2019).

Além disso, também foi jurado do Youth America Grand Prix no Brasil.

Dentre as suas participações em competições internacionais, foi finalista do Youth America Grand Prix 2003 e do New York International Ballet Competition 2007.

Como bailarino, dançou diversos papéis de destaque, como Puck em A Midsummer Night’s Dream (1962), de George Balanchine (1904-1983); Golden Idol em La Bayadère (2010), de Florence Clerc depois de Marius Petipa (1818-1910); The Poet em Les Sylphides (2012), de Florence Clerc depois de Michel Fokine (1888-1942); Mercutio em Romeu e Julieta (1962) e Onegin em Onegin (1965), de John Cranko (1927-1973); Príncipe Desirée em A Bela Adormecida (2008), de Cynthia Harvey; Príncipe Siegfried em O lago dos cisnes (2017), de Anna-Marie Holmes; Cavalier e Snow King em O Quebra-Nozes (2012) e Príncipe Sigfried em O lago dos cisnes (2014), de Mikko Nissinen; Basílio em Dom Quixote (1966), de Rudolf Nureyev (1938-1993) depois de Marius Petipa (1818-1910) e Alexander Gorsky (1871-1924); e Príncipe Ivan em The Firebird (2013), de Liam Scarlett.

Também dançou as obras Birthday Offering (1956), de Frederick Ashton (1904-1988); Symphony in C (1948), Symphony in Three Movements (1972), Theme and Variations (1947) e Kammermusik No. 2 (1978), de George Balanchine (1904-1983); Concerto en ré (1977), de Claude Bessy; Rooster (1991), de Christopher Bruce; A dama das camélias (1994), de Val Caniparoli; Bach Cello Suites (2015), Double Evil (2008), Slice to Sharp (2006), Sharper Side of Dark (2012) e Awake Only (2012), de Jorma Elo; Artifact 2017 (1984), The Second Detail (1991), The Vertiginous Thrill of Exactitude (1996) e StepText (1985), de William Forsythe; Bella Figura (1995), Wings of Wax (1997) e Tar and Feathers (2006), de Jirí Kylián; Études (1948), Harald Lander (1905-1971); Obsidian Tear (2016) e Chroma (2006), de Wayne McGregor; Third Symphony of Gustav Mahler (1975), de John Neumeier; Vespertine (2013), de Liam Scarlett; e Polyphonia (2001), de Christopher Wheeldon.

Além disso, dançou Scheherazade (2009), de Alonzo King, que abriu o Centenary of the Ballets Russes de Monte Carlo.

Como coreógrafo, criou as obras Work in Progress (2012), Castle (2017) e ELA, Rhapsody in Blue (2019).

 

Por Cássia Pires | Pesquisa SPCD

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