Remontagens
Aperture (2026)
Coreografia: Edward Clug
Em repertório
Aperture (2026)
Coreografia: Edward Clug
Remontadora: Chloé Albaret
Música: Milko Lazar
Figurino: Leo Kulas
Iluminação: Tom Visser
Assistente de Iluminação: Daan de Boer
Cenógrafo: Marko Japelj
Elenco: 6 bailarinos
Estreia mundial: 2019, NDT1, Holanda
Estreia pela SPCD: 2026 | Barueri, São Paulo/SP – Brasil
Aperture investiga a intimidade humana, revelando, em cena, a dinâmica do desejo entre corpos — sua construção, transformação e possível desaparecimento. Com uma linguagem coreográfica precisa e sensível, a obra expõe as nuances da atração e da vulnerabilidade, conduzindo o público por uma experiência ao mesmo tempo íntima e universal. Concebida a partir do olhar do espectador, a coreografia estabelece uma analogia entre a íris — que se expande e se contrai — e a abertura de uma câmera, fazendo do palco um espaço que se revela e se retrai sob observação.
O espaço proposto na obra não é literal, mas mental, um campo de encontros no qual os intérpretes negociam continuamente distância e proximidade, atração e afastamento. Nesse contexto, diferentes dinâmicas de desejo e poder se estabelecem, revelando estratégias individuais e modos distintos de se relacionar. Em vez de uma narrativa fixa, Aperture se desenvolve por meio de situações que surgem e se dissolvem, estruturadas por um sofisticado sistema de ação e reação, no qual cada gesto desencadeia novas respostas sob uma superfície aparentemente leve e fluida.
Criada originalmente em 2019, a peça ganha nova montagem e reestreia pela São Paulo Companhia de Dança em 2026. Para Clug, remontar a obra não é um ato de repetição, mas de renovação: “a peça passa por diferentes corpos, diferentes sensibilidades culturais e, inevitavelmente, revela algo que eu não sabia que estava lá”, reafirmando sua potência estética e relevância no repertório contemporâneo.

