Videodanças

Ao longo dos anos, a São Paulo Companhia de Dança tem desenvolvido diferentes obras clássicas e contemporâneas em um diálogo fino entre a dança, a música e o audiovisual.

Aqui, você confere algumas delas disponíveis para o público.

Nuvens (2021)

Com lançamento no aniversário de 13 anos da São Paulo Companhia de Dança, Nuvens revela um percurso sensível e poético por espaços marcantes na história da SPCD, como o bairro do Bom Retiro, o Parque da Luz, a Oficina Cultural Oswald de Andrade e o Teatro Sérgio Cardoso. Conduzidos pela coreografia inédita de Milton Coatti, concebida especialmente para este projeto, os bailarinos revivem suas próprias experiências nesses lugares sob o viés intimista da câmera dirigida por Guilherme Pinheiro. A trilha sonora original é de Pipo Pegoraro, o figurino é de UMA│Raquel Davidowicz e a concepção geral do projeto é assinada por Inês Bogéa com produção de Kleber Pessolato.  Gravado em meados de 2020, quando a Companhia retornou gradualmente às atividades presenciais, o filme revela o reencontro dos bailarinos com a cena da dança após o período que permaneceram isolados em seus lares. Ao longo da coreografia, eles se dividem em solos, duplas e pequenos grupos com distanciamento para voltar a movimentar as entradas, escadas, corredores e salas de ensaio da sede e também os locais que ajudam a contar a história da Companhia.

Amálgama (2020)

Fruto de uma parceria entre São Paulo Companhia de Dança, Museu de Arte Contemporânea da USP e Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp, Amálgama é um filme que propõe um olhar multifacetado para a produção cultural do século XX por meio dos cruzamentos possíveis entre as sete artes: Arquitetura, Cinema, Dança, Escultura, Literatura, Música e Pintura. Conduzidos por uma coreografia inédita de Henrique Rodovalho, os bailarinos da SPCD vestem figurinos de Ricardo Almeida ocupam os corredores do MAC USP para dialogar com 23 obras presentes na exposição permanente “Visões da Arte no Acervo do MAC USP, 1900-2000”, tudo dançado ao som de composições de Francisco Mignone (1897-1986) e Rafael Amaral executadas pelo Quarteto Osesp e com curadoria musical de Antônio Carlos Neves Pinto.  A direção é de Inês Bogéac, curadoria de Ana Magalhães das obras de Umberto Boccioni, Amedeo Modigliani, Marc Chagall, Anita Malfatti, Emiliano Di Cavalcanti, Ismael Nery, Tarsila do Amaral, Egon Schiele, Paul Klee, George Grosz, Käthe Kollwitz, Pablo Picasso, Robert Jacobsen, Franz Weissmann, Henry Moore, Max Bill, Claudia Andujar, Sérgio Ferro, Regina Silveira, César Baldaccini, Kozo Mio, Simon Benetton. Os figurinos são de Ricardo Almeida, fotografia de Charles Lima e Nicolas Marchic, com a assistência de câmera de Andradina Azevedo, operação de drone e still de Marcos Alonso e montagem de Charles Lima.

Gala Clássica (2020)

Concebida por Inês Bogéa, diretora da São Paulo Companhia de Dança, a edição de 2020 de Gala Clássica é uma obra audiovisual composta por releituras assinadas por bailarinos e ensaiadores da SPCD de trechos extraídos de grandes balés de repertório. Nela, os intérpretes dançam com acompanhamento musical ao vivo de Olga Kopylova, pianista da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp). A direção de vídeo é de Marcos Rombino, do programa Clássicos, da TV Cultura, e a iluminação é de Wagner Freire. Gala Clássica 2020 é composta pelas obras: Grand Pas de Quatre – Entrée e Finale, em versão de Diego de Paula, a partir da obra de Jules Perrot; Variações do Grand Pas de Deux de Esmeralda, em versão de Duda Braz, inspirada na obra de Marius Petipa a partir do original de Jules Perrot; Variação Feminina de La Esmeralda – 1º Ato, em versão de Duda Braz, inspirada na obra de Marius Petipa a partir do original de Jules Perrot ; Gopak, em versão de Lars Van Cauwenbergh, a partir do original de Feodor Lopokov (1886-1973); Bagatelle, criação de Gaetano Terrana ; Variação Feminina de Giselle – 1º Ato, em versão de Duda Braz, a partir da obra de Jules Perrot e Jean Coralli; Grand Pas de Deux de Giselle – 2º ato, em versão de Lars Van Cauwenbergh, a partir da obra de Jules Perrot  e Jean Coralli; Variações e Pas de Deux de Paquita – 2º Ato, em versão de Duda Braz, a partir do original de Joseph Mazilier; Variações de La Bayadère, em versão de Lars Van Cauwenbergh e Duda Braz, a partir do original de Marius Petipa; Variação Masculina de Grand Pas Classique, em versão de Yoshi Suzuki, a partir da obra criada por Victor Gasosky; Variações de A Bela Adormecida – 3º Ato, em versão de Duda Braz, a partir do original de Marius Petipa

Dança Hoje (2020)

Concebida por Inês Bogéa, diretora da São Paulo Companhia de Dança, a edição de 2020 de Dança Hoje é uma obra audiovisual que reúne obras originais criadas por coreógrafos convidados e bailarinos da SPCD a partir do fino entrosamento entre dança e música dentro das possibilidades impostas pelo distanciamento social imposto pelo contexto atual. O projeto explora diferentes espaços do Teatro Sérgio Cardoso – palco, plateia, fosso e elevadores – e é conduzido por composições especialmente criadas para o projeto ou melodias executadas ao vivo por instrumentistas do Percorso Ensemble, com direção musical de Ricardo Bologna. A direção de vídeo é de Rubens Crispim Jr e a iluminação é de Nicolas Marchi. O trabalho foi lançado dentro da série “40 anos Teatro Sérgio Cardoso”. Dança Hoje 2020 é composta pelas seguintes coreografias: Sociedade das Mulheres, de Luan Barcelos; Sonatina, de Ammanda Rosa; Dualidade, de Mônica Proença e Jonathan dos Santos; Brumas, de Matheus Queiroz; Linha de Frente, de Yuri Ruppini; Objeto do Meu Próprio Desejo, de Esdras Hernández Villar; | CON | TATO |, de Letícia Forattini; Ikigai, de Renata Peraso.

Cantares e Dançares |
Matrizes (2020)

Unidos pelo vídeo, os artistas da São Paulo Companhia de Dança e do programa de Música de Câmara do Theatro São Pedro cantam e dançam interpretações muito particulares de composições do século XX que refletem sobre as origens da cultura brasileira, fazendo uma ponte entre erudito e popular. O resultado são duas criações inéditas, de inspirações distintas, concebidas durante o período de isolamento social. Imaginária Serenata parte da herança lusitana presente na cultura brasileira, carregada de uma forte característica romântica e idealista. Com delicadeza, as canções executadas ao piano por Ricardo Ballestero e os movimentos da coreografia de Igor Vieira evocam a imagem de janelas e balcões das casas portuguesas. É o cenário perfeito para uma serenata – uma ligação única entre uma pessoa e outra –, que desperta suspiros ora apaixonados, ora saudosos, sob a luz do luar. Cantares e Dançares foi um projeto concebido e realizado durante a quarentena de acordo com o distanciamento social e todos os protocolos sanitários exigidos pelas entidades governamentais para o enfrentamento ao novo coronavírus. A direção musical é de Ricardo Ballestero, com figurino de Balletto e Acervo SPCD, fotografia e iluminação de Charles Lima e Nicolas Marchi, câmeras de Charles Lima, Carlos Yamamoto e Marcos Alonso, assistência de câmera de Gustavo Bernardes, assistência de direção musical de Guilherme Baldovino, edição de vídeo de Eriberto Chagas e engenharia de mixagem de som de Clement Zular.

Cantares e Dançares | Imaginária Serenata (2020)

Unidos pelo vídeo, os artistas da São Paulo Companhia de Dança e do programa de Música de Câmara do Theatro São Pedro cantam e dançam interpretações muito particulares de composições do século XX que refletem sobre as origens da cultura brasileira, fazendo uma ponte entre erudito e popular. O resultado são duas criações inéditas, de inspirações distintas, concebidas durante o período de isolamento social. Matrizes evidencia as influências da cultura africana e também caipira e indígena no Brasil. Sob sombras e luzes, transparências e veladuras, os bailarinos da SPCD e cantores líricos convidados pelo Theatro São Pedro criam releituras para obras já interpretadas por cantores populares, embalados pelo piano de Ricardo Ballestero, também diretor musical do projeto. É uma conexão com as questões do homem diante da sociedade, como o preconceito e a discriminação, situações sociais ainda mais prementes em nosso tempo. Cantares e Dançares foi um projeto concebido e realizado durante a quarentena de acordo com o distanciamento social e todos os protocolos sanitários exigidos pelas entidades governamentais para o enfrentamento ao novo coronavírus. A direção musical é de Ricardo Ballestero, com figurino de Balletto e Acervo SPCD, fotografia e iluminação de Charles Lima e Nicolas Marchi, câmeras de Charles Lima, Carlos Yamamoto e Marcos Alonso, assistência de câmera de Gustavo Bernardes, assistência de direção musical de Guilherme Baldovino, edição de vídeo de Eriberto Chagas e engenharia de mixagem de som de Clement Zular.

Cartas para um Outro Tempo (2020)

Os bailarinos Letícia Forattini e Otávio Portela, integrantes da São Paulo Companhia de Dança (SPCD), criaram a performance Cartas para um Outro Tempo para o programa Dança #EmCasaComSesc. A obra, que conta com dramaturgia de Bastian Thurner (Teatro da Ponte), reflete sobre o período de isolamento social causado pela pandemia do novo coronavírus. Inspirado em correspondências e cartas enviadas por familiares e amigos e realizado no espaço doméstico, o espetáculo parte da conexão à distância, típica deste momento de quarentena, e das sensações provocadas por estes tempos de pandemia. As perguntas que norteiam “Cartas para um Outro Tempo” são: como será a nossa realidade daqui a alguns anos? Como iremos olhar para o que estamos vivendo agora? A criação de “Cartas para um Outro Tempo” faz parte das atividades de Letícia e Otávio, também como coreógrafos, dentro do Programa de Desenvolvimento de Habilidades Futuras do Artista da Dança – o PDHFAD -, que busca orientar os bailarinos da Companhia em seus próximos passos profissionais. A direção artística da obra é de Inês Bogéa, com as vozes de Letícia Forattini, Otávio Portela e Bastian Thurner, trilha sonora com colagem musical de Metronome (featgLiq), de 4di; The Haunted Metronome, de Pixyblink; Tomorrow, de Bensound; Moose, de Bensound; Komiku, de Merfolk Music Box e composições originais de Pedrinho Augusto (percussão) e Arthur Forattini (violão) sob edição da trilha por Bastian Thurner. Os figurinos são de UMA – Raquel Davidowicz e a operação de câmera, de Bastian Thurner.

Corpus – Alma e Esperança (2020)

Três artistas. Três lares. Uma só tela. Uma só poesia. Assim é a ação Corpus: Alma e Esperança, que uniu a São Paulo Companhia de Dança  e o Balé da Cidade de São Paulo  para uma parceria inédita. Concebido pelos diretores artísticos das instituições Inês Bogéa e Ismael Ivo (1955-2021), respectivamente, o projeto incentivou bailarinos de ambas as companhias a se valerem do presente momento de isolamento social para, de suas casas, criarem coreografias curtas e registrá-las em vídeo. Reunidas por Kleber Pessolato e Guilherme Pinheiro, da Galeria Produções, elas deram origem a 14 pílulas estrelados por 42 bailarinos dos dois corpos estáveis, em formatos de 30 e 60 segundos, que foram exibidas em primeira mão, em abril de 2020, pela TV Cultura. Os vídeos também estão disponíveis nas redes sociais dos dois corpos artísticos, além da plataforma #CulturaEmCasa, criado e mantido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo de São Paulo. Em cada pílula, três artistas, de dentro de suas casas, coreografam inquietações, inspirações e aspirações.

Mira (2018)

Desenvolvida sob a ideia de visualização em 360° e realidade virtual (VR), a criação coreográfica de Milton Coatti para a São Paulo Companhia de Dança procura traduzir em movimento as questões que assolam o ser humano. Conhecida pelos antigos como uma das mais brilhantes visíveis no hemisfério sul, a estrela Mira tem períodos de mudanças significativas na sua aparência. Inquietações, questionamentos, e uma certa angústia interna, movem os bailarinos a buscarem uma resposta para esses sentimentos e sensações. Nessa procura, miram a si mesmos e aos outros para reencontrarem a beleza, a luz e o amor aparentemente perdidos (ou temporariamente esquecidos) nesse espaço quase lunar que sugere dissipar, mas que ainda reserva esperança e a perspectiva de que, em algum momento, o encontro ideal, consigo e com o outro, irá se concretizar. Com direção de Inês Bogéa e Luciano Cury e produção executiva de João Marcello Bôscoli, Mira foi gravada na OCA com uso da tecnologia que propõe ao espectador ser o centro da ação, mas também parte do coletivo, imerso, aguçando a percepção dos detalhes aos mais sutis movimentos dos corpos na dança. A filmagem e a edição são de Panograma, criação de figurino de UMA – Raquel Davidowicz e styling de Paula Iglecio.

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