Histórico

Criada em janeiro de 2008, a São Paulo Companhia de Dança (SPCD) é um corpo artístico da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, gerida pela Associação Pró-Dança e dirigida por Inês Bogéa, doutora em Artes, bailarina, documentarista, escritora e professora.

A São Paulo é uma Companhia de repertório, ou seja, realiza montagens de excelência artística que vão desde trabalhos dos séculos XIX, XX e XXI de grandes peças clássicas e modernas a obras contemporâneas especialmente criadas por coreógrafos nacionais e internacionais. A difusão da dança, produção e circulação de espetáculos é o núcleo principal de seu trabalho. A SPCD apresenta espetáculos de dança no Estado de São Paulo, no Brasil e no exterior e é hoje considerada uma das mais importantes companhias de dança da América Latina pela crítica especializada.

Desde sua criação, já foi assistida por um público superior a 764 mil pessoas em 17 diferentes países, passando por cerca de 150 cidades em mais de 1.000 apresentações. Em sua trajetória, a Companhia conquistou mais de 30 prêmios e indicações nacionais e internacionais. Durante a temporada 2018/2019, foi eleita como melhor companhia de dança na França ao receber o Grand Prix de la Critique. No mesmo período, também recebeu o Critics’ Choice of Dance Europe como uma das melhores companhias de dança da temporada 2018/2019.

Sob fundo preto, seis bailarinas estão de costas, com vestidos em tons de laranja com comprimento no meio das coxas, os joelhos flexionados e o rosto de perfil para o público. Em primeiro plano, à direita, um bailarino de torso nu e calça bege salta arqueando o tronco e as pernas para trás, como se quisesse encostar a cabeça nos pés
Sob luz azulada, conjunto de bailarinas com tutus brancos estão no lado direito, com um dos braços erguidos. Ao centro, um cisne bloqueia o acesso do príncipe que está com uma besta na mão.

A Companhia já produziu mais de 65 coreografias, entre trabalhos criados especialmente para a SPCD por importantes nomes da dança internacional, como Édouard Lock, Mario Galizzi e Marco Goecke, e coreógrafos brasileiros como Rodrigo Pederneiras, Henrique Rodovalho e Jomar Mesquita; e também remontagens de obras de  Jirí Kylián, William Forsythe, George Balanchine, Nijinska, Nacho Duato, entre outros.

Além da Difusão e Circulação de Espetáculos, a SPCD tem outras duas vertentes de ação: os Programas Educativos e de Sensibilização de Plateia e uma área de Registro e Memória da Dança.

Os Programas Educativos e de Sensibilização de Plateia se desdobram em múltiplas ações que se conectam com o movimento da Companhia por cada cidade por onde se apresenta. Entre eles estão as Palestras de Dança, um espaço de diálogo sobre os bastidores desta arte; as Oficinas de Dança, que proporcionam um encontro dos participantes com o cotidiano dos bailarinos da São Paulo Companhia de Dança; os Espetáculos Gratuitos para Estudantes e Terceira Idade, nos quais esses públicos têm a chance de ver, ouvir e perceber esta arte de uma forma única; as Oficinas de Capacitação Técnica, que favorecem aprendizados a um público amplo em torno de áreas dos bastidores da Companhia, como Audiovisual e Técnica de Palco; e o Meu Amigo Bailarino, projeto por meio do qual bailarinos da Companhia se apresentam em asilos, hospitais, escolas e entidades assistenciais, levando assim a dança a quem não pode ir ao teatro.

No campo do Registro e Memória da Dança, há o projeto Figuras da Dança, composto por uma série de documentários sobre a vida e a trajetória de personalidades fundamentais no cenário da dança. A série pode ser vista nos canais Arte 1, Canal Curta!, TV Cultura, Multicultura, Univesp TV e no canal da Companhia no YouTube.

A São Paulo Companhia de Dança também já publicou sete livros de ensaios e produz continuamente documentários voltados a professores, estudantes e demais interessados que registram os bastidores das suas ações. Outro importante programa da área de Memória é o Dança em Rede, uma enciclopédia online e colaborativa, disponível no site da Companhia, no qual são registrados verbetes sobre a dança e seus protagonistas por onde a São Paulo passa.

Entre as criações para a Companhia, figuram as obras: Madrugada, de Antonio Gomes; Melhor Único Dia e Inquieto, de Henrique Rodovalho; Mamihlapinatapai e Ngali…, de Jomar Mesquita, com colaboração de Rodrigo de Castro; The Seasons e Trick Cell Play, de Édouard Lock; O Lago dos Cisnes, Grand Pas de Deux de O Cisne Negro, II Ato de O Lago dos Cisnes, Le Spectre de La Rose e La Sylphide, de Mario Galizzi a partir das obras originais de Marius Petipa, Michel Fokine e August Bournonville, respectivamente; GEN e Agora, de Cassi Abranches; Pivô, de Fabiano Lima; Six Odd Pearls, de Richard Siegal; Suíte Raymonda, de Guivalde de Almeida a partir do original de 1898 de Marius Petipa; Instante, de Lucas Limas; Petrichor, de Thiago Bordin; Odisseia, de Jöelle Bouvier; A Morte do Cisne, de Lars Van Cauwenbergh; Anthem, de Goyo Montero; Vai, de Shamel Pitts; Aparições,de Ana Catarina Vieira; Bernstein 100, de Erika Novachi e Edson Guiu; Schumann ou os Amores do Poeta, de Cassi Abranches e Milton Coatti; Mira, de Milton Coatti; Polígono, do italiano Alessio Silvestrin; Ballo, de Ricardo Scheir; Entreato, de Paulo Caldas; Passanoite, de Daniela Cardim; Os Duplos, de Maurício de Oliveira; Bachiana nº1, de Rodrigo Pederneiras; Pormenores, de Alex Neoral; Azougue, de Rui Moreira; Peekaboo, de Marco Goecke; Utopia ou O Lugar que Não Existe, de Luiz Fernando Bongiovanni; Romeu e Julieta e Balé Pulcinella, de Giovanni Di Palma; Vadiando, de Ana Vitória; Bingo!, de Rafael Gomes; Céu Cinzento e Primavera Fria, de Clébio Oliveira; Litoral, de Mauricio Wainrot; O Sonho de Dom Quixote, de Márcia Haydée; Epiderme, de Binho Pacheco.

Entre as obras canônicas da dança, figuram: Les Sylphides (Chopiniana), de Ana Botafogo; Só Tinha de Ser com Você, de Henrique Rodovalho; Por Vos Muero e Gnawa, de Nacho Duato; Tchaikovsky Pas de Deux , Theme and Variations e Serenade, de George Balanchine;Petite Mort, Indigo Rose e 14’20’’, de Jirí Kylián; Supernova e Duo de Pássaro de Fogo, de Marco Goecke; Suíte para Dois Pianos, de Uwe Scholz; In the Middle, Somewhat Elevated e Workwithinwork, de William ForsytheLes Noces, de Bronislava Nijinska; Prélude à l’ après-midi d’un Faune, de Marie Chouinard; Sechs Tänze, Legend, de John Cranko; Ballet 101, de Eric Gauthier;  Grand Pas de Deux de O Quebra-Nozes, de Marius Petipa e Lev Ivanov; Grand Pas de Deux de Dom Quixote e Grand Pas de Deux de O Corsário, de Marius Petipa;  Fada do Amor e Carmen Pas de Deux, de Márcia Haydée; O Talismã Pas de Deux, de Pyotr Gusev (1904-1987).

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