Histórico

Criada em janeiro de 2008, a São Paulo Companhia de Dança (SPCD) é um corpo artístico da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, gerida pela Associação Pró-Dança e dirigida por Inês Bogéa, doutora em Artes, bailarina, documentarista e escritora. A São Paulo é uma Companhia de repertório, ou seja, realiza montagens de excelência artística, que incluem trabalhos dos séculos XIX, XX e XXI de grandes peças clássicas e modernas a obras contemporâneas, especialmente criadas por coreógrafos nacionais e internacionais. A difusão da dança, produção e circulação de espetáculos é o núcleo principal de seu trabalho. A SPCD apresenta espetáculos de dança no Estado de São Paulo, no Brasil e no exterior e é hoje considerada uma das mais importantes companhias de dança da América Latina pela crítica especializada. Desde sua criação, já foi assistida por um público superior a 762 mil pessoas em 17 diferentes países (como Argentina, Áustria, Canadá, Chile, Colômbia, França, Alemanha, Israel, Itália, Paraguai, Suíça, Estados Unidos da América e México), passando por cerca de 150 cidades em mais de 1000 apresentações. Desde sua criação, a Companhia já conquistou quase 40 prêmios e indicações nacionais e internacionais.

odisseia

Desde sua criação, a Companhia produziu mais de 65 coreografias*, entre trabalhos criados especialmente para a SPCD por importantes nomes da dança internacional como Édouard Lock, Richard Siegal e Marco Goecke, e coreógrafos brasileiros como Rodrigo Pederneiras, Henrique Rodovalho e Jomar Mesquita; e também remontagens de obras de  Jirí Kylián, William Forsythe, George Balanchine, Nijinska, Nacho Duato, entre outros.

Além da Difusão e Circulação de Espetáculos, a SPCD tem mais duas vertentes de ação: os Programas Educativos e de Sensibilização de Plateia e Registro e Memória da Dança.

Os Programas Educativos e de Sensibilização de Plateia, vem do movimento da Companhia por cada cidade por onde ela se apresenta. Na Palestra de Dança temos a oportunidade de diálogo sobre os bastidores desta arte, nas Oficinas de Dança a proposta é promover um encontro para os participantes vivenciarem o cotidiano dos bailarinos da São Paulo Companhia de Dança, nos Espetáculos Gratuitos Para Estudantes e Terceira Idade a proposta é ver, ouvir e perceber o mundo através desta arte, e por meio do Dança em Rede, uma enciclopédia online e colaborativa disponível no site da Companhia, mapeamos a dança de cada cidade por onde a São Paulo passa.

A dança tem muitas histórias e, para revelar um pouco delas, a Companhia criou uma série de documentários titulada Figuras da Dança, que leva ao público essa arte contada por quem a viveu e pode ser vista nos canais Arte 1, Canal Curta!, TV Cultura, Multicultura, Univesp TV e no Youtube. A série conta hoje com 35 episódios. A São Paulo Companhia de Dança também publicou sete livros de ensaios, além de documentários para professores e outros que registram os bastidores da sua ação.

Entre as criações para a Companhia, figuram as obras: Melhor Único Dia, Inquieto e Só Tinha de Ser com Você, de Henrique Rodovalho; Mamihlapinatapai e Ngali…, de Jomar Mesquita, com colaboração de Rodrigo de Castro; The Seasons e Trick Cell Play, de Édouard Lock; O Lago dos Cisnes, Grand Pas de Deux de O Cisne Negro, II Ato de O Lago dos Cisnes, Le Spectre de La Rose e La Sylphide, de Mario Galizzi a partir das obras originais de Marius Petipa, Michel Fokine e August Bournonville, respectivamente; GEN e Agora, de Cassi Abranches; Pivô, de Fabiano Lima; Six Odd Pearls, de Richard Siegal; Suíte Raymonda, de Guivalde de Almeida a partir do original de 1898 de Marius Petipa; Instante, de Lucas Limas; Petrichor, de Thiago Bordin; Odisseia, de Jöelle Bouvier; A Morte do Cisne, de Lars Van Cauwenbergh; Anthem, de Goyo Montero; Vai, de Shamel Pitts; Aparições,de Ana Catarina Vieira; Bernstein 100, de Erika Novachi e Edson Guiu; Schumann ou os Amores do Poeta, de Cassi Abranches e Milton Coatti; Mira, de Milton Coatti; Polígono, do italiano Alessio Silvestrin; Ballo, de Ricardo Scheir; Entreato, de Paulo Caldas; Passanoite, de Daniela Cardim; Os Duplos, de Maurício de Oliveira; Bachiana nº1, de Rodrigo Pederneiras; Pormenores, de Alex Neoral; Azougue, de Rui Moreira; Peekaboo, de Marco Goecke; Utopia ou O Lugar que Não Existe, de Luiz Fernando Bongiovanni; Romeu e Julieta e Balé Pulcinella, de Giovanni Di Palma; Vadiando, de Ana Vitória; Bingo!, de Rafael Gomes; Céu Cinzento e Primavera Fria, de Clébio Oliveira; Litoral, de Mauricio Wainrot; O Sonho de Dom Quixote, de Márcia Haydée; Epiderme, de Binho Pacheco.

Entre as obras canônicas da dança, figuram: Por Vos Muero e Gnawa, de Nacho Duato; Tchaikovsky Pas de Deux , Theme and Variations e Serenade, de George Balanchine;Petite Mort, Indigo Rose e 14’20’’, de Jirí Kylián; Supernova e Duo de Pássaro de Fogo, de Marco Goecke; Suíte para Dois Pianos, de Uwe Scholz; In the Middle, Somewhat Elevated e Workwithinwork, de William ForsytheLes Noces, de Bronislava Nijinska; Prélude à l’ après-midi d’un Faune, de Marie Chouinard; Sechs Tänze, Legend, de John Cranko; Ballet 101, de Eric Gauthier;  Grand Pas de Deux de O Quebra-Nozes, de Marius Petipa e Lev Ivanov; Grand Pas de Deux de Dom Quixote e Grand Pas de Deux de O Corsário, de Marius Petipa;  Fada do Amor e Carmen Pas de Deux, de Márcia Haydée; O Talismã Pas de Deux, de Pyotr Gusev (1904-1987).

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