Carlota Albuquerque

  • Categoria: Profissionais da dança
  • País: Brasil
  • UF: RS
  • Cidade: Porto Alegre
  • Atividade: Coreógrafa
  • Atividade: diretora da Terpsí Teatro de Dança
  • Data de nascimento: 06/03/1957

Conteúdo

Após tempos acompanhando as idas e vindas de uma prima às aulas de dança acadêmica", Carlota Albuquerque começou a dançar em Porto Alegre, vindo a se formar em balé clássico, em 1974, na escola de João Luiz Rolla, um dos precursores da dança no Rio Grande do Sul.

Naquele mesmo ano, a jovem passou a integrar o Grupo Experimental, nascido a partir da reunião dos melhores alunos das escolas de Rolla, Lenita Ruschel Pereira e Ilse Simon, e logo em seguida começou uma graduação de psicologia na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). O curso foi interrompido em 1979, quando se mudou para a França, onde recebeu uma bolsa para estudar na Êcole Besso de Danse Classique, em Toulouse.

Em seguida, Carlota se voluntariou para trabalhar na base militar de cooperação do governo francês em Ouagadougou, em Burkina Fasso, na África, onde fundou uma escola de dança para crianças. Apesar de ter sido convidada para se instalar por lá de forma profissional, ela retornou a Porto Alegre e retomou a faculdade de psicologia.

Os estudos foram mais uma vez interrompidos diante da possibilidade de criação da Companhia do Estado do Rio Grande do Sul. Carlota e mais outros oito bailarinos foram aprovados para integrar o grupo, que durou apenas a montagem de um espetáculo.

Essa lacuna ajudou a fomentar, em 1981, o surgimento da Terra Companhia de Dança do Rio Grande do Sul, da qual Carlota fez parte como bailarina do início ao fim, em 1984. Em paralelo à atividade, ela também trabalhou como professora e coreógrafa em uma escola dirigida por Moema Cirne e na Fundação de Artes de Montenegro (Fundarte), na qual permaneceu por seis anos após convite da amiga Sayonara Pereira, que deixara a vaga aberta após se mudar para a Alemanha.

Em 1987, ao lado de Leta Etges, abriu a escola Ateliê Coreográfico e, no mesmo ano, fundou a Terpsí Teatro de Dança. A partir daí, Carlota abandonaria o posto de bailarina para atuar exclusivamente como diretora e coreógrafa dentro da linguagem de dança-teatro.

De 1999 a 2002, ela participou do projeto Descentralização da Cultura, realizando encontros com as classes de teatro e dança, além de mostras de seus trabalhos. Em 2001, foi curadora e organizadora da Mostra Internacional 1º Usina Brasil Telecom de Dança. Desde 2007, atua à frente do Centro de Estudos Coreográficos Terpsí, localizado no Museu do Trabalho, em Porto Alegre, onde dirige a companhia e ministra oficinas de diferentes linguagens.

Em 2010, Carlota foi agraciada com a Ordem do Mérito Cultura, mais importante condecoração do governo brasileiro conferida a agentes que contribuíram para o desenvolvimento da arte no país "

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(por Amanda Queirós | Pesquisa SPCD) 616

Bibliografia

LIMA. João Batista Soares de. Corpos Ditos e Malditos: Processos de Criação e Princípios de Composição. Dissertação de Mestrado, Pós-Graduação em Artes Cênicas. Porto Alegre, UFRGS, 2012.

VALLE, Flavia Pilla, e STRACK, Miriam Medeiros. Registros de Dança: a Dança Teatral Gaúcha e Carlota Albuquerque. Canoas, ULBRA, 2009.

Trabalhos

- Ditos e Malditos (2009), para a Terpsí Teatro de Dança

- "O Banho" (2001), para a Terpsí Teatro de Dança

- "Quem Ê" (1989), para a Terpsí Teatro de Dança"
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