Cia. de Dança Palácio das Artes

  • Categoria: Companhias Profissionais
  • País: Brasil
  • UF: MG
  • Cidade: Belo Horizonte
  • Responsável: Cristina Machado
  • Responsável cargo: Diretor artístico

Conteúdo

A Cia. de Dança Palácio das Artes (CDPA), corpo artístico da Fundação Clóvis Salgado, é reconhecida como uma das mais importantes companhias do Brasil e uma das referências na história da dança em Minas Gerais. A Companhia tem seu repertório próprio de dança contemporânea e se integra aos outros corpos artísticos da Fundação – Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e Coral Lírico de Minas Gerais – em produções operísticas e espetáculos cênico-musicais realizados pela Instituição ou em parceria com artistas brasileiros.

ASSISTENTE DE DIREÇÃO

Patrícia Werneck
Atua profissionalmente como bailarina, coreógrafa e professora de dança, desde 1987. Em Belo Horizonte/MG, integrou o elenco do Baleteatro Minas, Grupo de Dança 1º Ato e Cia Dudude Herrmann. Residiu em São Paulo de 1997 a 2013, onde trabalhou com Suzana Yamaushi, Cia Nova Dança, Cia Nova Dança 4 e Cia 2 do Balé da Cidade de São Paulo. Foi bolsista da Rede Stagium/ Secretaria do Estado da Cultura de SP.
Atuou como fundadora, coreógrafa e produtora da companhia de dança W L A P.

Em sua trajetória como bailarina/criadora teve oportunidade de trabalhar com importantes profissionais (oficinas, residências, cursos regulares, criações coreográficas, etc…) tais como: Tica Lemos, Cristiane Paoli Quito, Osman Khelili, Kate Duck, Bettina Bellomo, Zélia Monteiro, Peter Goss, Daniel Lepkoff, Banu Ogan, Rose Akras, Nienke Reehorst, Carolyn Carlson, Francis Savage, Sasha Waltz, Christine Brunnel, Klauss Vianna, Dudude Hermann, Denise Namura, Adriana Banana, Lisa Nelson, Hisako Horikawa, Kazuo e Yoshito Ohno, Tadashi Endo, entre outros.

Em 2004, fundou a CIA.NÓSLÁEMCASA, onde atualmente desenvolve seus projetos em dança, que tem como proposta a criação colaborativa entre as linguagens da dança e da música, e a prática do TAI CHI PAI LIN como treinamento corporal. Tem projetos contemplados pelo ProAC / Secretaria do Estado da Cultura de São Paulo e pelo Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna.

Especialista em práticas orientais de movimento, com formação em Tai Chi Pai Lin. Discípula de Jerusha Chang, Lucio Leal e Showa Konate (discípulos diretos do Mestre Liu Pai Lin).
Foi coordenadora artístico-pedagógica do Projeto Dança Vocacional da Prefeitura da Cidade de São Paulo.

De volta a Belo Horizonte, ministra aulas de Tai Chi Pai Lin e de dança para grupos diversos, trabalhando com Clube UR, 1º Ato Centro de Dança, Grupo de Dança Camaleão e Meia Ponta Cia de Dança. Desde o inicio de 2014, atua como Assistente de Direção da Cia de Dança Palácio das Artes.

ENSAIADOR

Rodrigo Giése
Iniciou seus estudos de dança em 1980, profissionalizando-se em 1985, ao ingressar na Cia. de Dança Palácio das Artes, onde permanece até a presente data. Teve como professores: Bettina Bellomo, Tíndaro Silvano, Graça Salles, Tony Abbott, Jean Marie Dubrull, Gustavo Mollajoli, Suzana Mafra, Dudude Harmann, Norma Binagli, dentre outros.

Participa de todas as montagens da Cia de Dança, trabalhando com diversos coreógrafos como Luís Arrieta, Tíndaro Silvano, Rodrigo Pederneiras, Julio Lopes, Henrique Rodovalho. Como coreógrafo criou cinco trabalhos que passaram a integrar o repertório da Cia. de Dança do Palácio das Artes.

Foi também agraciado com diversos prêmios de melhor bailarino e, atua também, como pesquisador intérprete e coreógrafo, recebendo convites para ministrar oficinas e criar trabalhos dentro e fora da Cia. de Dança.

Foi o primeiro grupo a ser institucionalizado, durante o governo de Israel Pinheiro, com a incorporação dos integrantes do Ballet de Minas Gerais e da Escola de Dança, ambos dirigidos por Carlos Leite – que profissionalizou e projetou a Companhia nacionalmente. Desde então, estiveram à frente da Companhia coreógrafos como Jean Marie Dubrul, Darius Dariuz Rochman, Marjorie Quast, Tindaro Silvano, Patricia Avellar Zoll , Cristina Machado e Sônia Mota.

Em 2014, Cristina Machado retorna à direção da companhia e sustenta, como pilares de sua produção artística, a pesquisa, a investigação, a diversidade de intérpretes, a co-criação dos bailarinos e coreógrafos, e a transdisciplinaridade. Seus espetáculos estimulam o pensamento crítico e reflexivo em torno das questões contemporâneas, caracterizando-se pelo diálogo entre a tradição e a inovação.

A história da Cia. de Dança Palácio das Artes faz parte do processo de grandes transformações ocorridas no campo da dança. Fundada em 1971, iniciou seus trabalhos com um repertório clássico. Em 1999, houve uma ruptura do Grupo com a linguagem clássica e deu-se o início de uma nova fase do trabalho da Companhia com a utilização de métodos de pesquisa de movimento, dentre eles, o BPI (bailarino-pesquisador-intérprete), desenvolvido por Graziela Rodrigues.

A Cia. de Dança possui, hoje, um método singular de criação dos espetáculos, que considera um processo de pesquisa de movimento e gestual que envolve a contribuição dos bailarinos. Em muitos casos, o processo de pesquisa abarcou o contato direto com a comunidade, o que amplia a fruição das obras pelo público. Usualmente, a cada dois anos, é apresentado um novo espetáculo que reúne diversos profissionais renomados.

A Companhia cumpre um programa anual de circulação em várias cidades do interior de Minas e capitais do Brasil e já se apresentou em países como Cuba, França, Itália, Palestina, Jordânia, Líbano e Portugal.

Com entrada gratuita ou a preços acessíveis, as apresentações têm o intuito de disponibilizar democraticamente a fruição do público na produção de dança contemporânea mineira e incentivar a evolução dos processos de desenvolvimento de pesquisa nesta linguagem artística.

FICHA TÊCNICA

Direção Artística
Cristina Machado

Assistente de Direção
Patrícia Werneck

Ensaiadores
Patrícia Werneck e Rodrigo Giése

Trabalhos

Prêmios:
2012 – 9° Prêmio Usiminas / Sinparc
Melhor iluminação – Pedro Pederneiras / Tudo que se torna Um
Melhor figurino – Fabio Namatame / Tudo que se torna Um
2011 – 16º Prêmio Sesc / Sated
Melhor trilha sonora – Tudo que se torna Um
Melhor figurino – Tudo que se torna Um
2011 – 8º Prêmio Usiminas Sinparc
Melhor espetáculo – Se eu pudesse entrar na sua vida
Melhor concepção cenográfica – Se eu pudesse entrar na sua vida
Melhor concepção coreográfica – Se eu pudesse entrar na sua vida
Melhor iluminação – Pedro Pederneiras / Se eu pudesse entrar na sua vida
2010 – 7º Prêmio Usiminas Sinparc
Melhor público – 22 segredos
Melhor trilha – Daniel Maia e Sônia Mota / 22 segredos
2008 – 13º Prêmio Sesc / Sated
Melhor coreógrafo – Sandro Borelli / Entremundos – Carne Agonizante
Melhor bailarino – Cristiano Reis
2008 – 5º Prêmio Usiminas / Sinparc de Artes Cênicas
Melhor iluminação – André Prado e Mário Nascimento / Entremundos – Carne Agonizante – Quimeras
Melhor bailarino – Cristiano Reis / Entremundos – Carne Agonizante – Quimeras
2007 – 12º Prêmio Sesc / Sated
Melhor espetáculo – Coreografia de Cordel
2005 – 10º Prêmio Sesc / Sated edição 2005
Melhor coreógrafo (Tuca Pinheiro), bailarino revelação em artes cênicas (Cristiano Reis) e melhor figurino (Marco Paulo Rolla) com o espetáculo Coreografia de Cordel
2005 – 2º Prêmio Usiminas / Sinparc de Artes Cênicas
Melhor espetáculo (Coreografia de Cordel), Melhor concepção coreográfica (Tuca Pinheiro), Melhor bailarina (Cristiane Oliveira) e Melhor figurino (Marco Paulo Rolla), além do Prêmio Especial Maior Público Em Dança / Belo Horizonte.
2002 – Prêmio Sesc / Sated
Melhor trilha sonora (Daniel Maia) e melhor espetáculo (votação popular) para Sonho de Uma Noite de Verão (fragmentos amorosos)
2002 – Prêmio Bonsucesso de Artes Cênicas
Melhor cenografia (Gabriel Villela) e melhor bailarino (Dadier Aguilera) para Sonho de Uma Noite de Verão (fragmentos amorosos)
2000 – Prêmio Sesc / Sated
Melhor bailarina (Mariângela Caramati); Melhor maître de balé (BettinaBellomo); Melhor figurino (Marco Paulo Rolla); Melhor iluminação (Ney Matogrosso e Juarez Farinon); Melhor cenário (Wanda Sgarbi). Espetáculo: Entre o Céu e as Serras
2000 – Prêmio AMPARC – BONSUCESSO
Melhor figurino de Marco Paulo Rolla para Entre o Céu e as Serras
1998 – Mambembe
Melhor Cia. de Dança
1998 – Prêmio Sesc / Sated
Melhor encenação coreográfica para A Noite Transfigurada e SuiteMasquerade
1998 – Prêmio Bonsucesso de Artes Cênicas
Coreografias A Noite Transfigurada e SuiteMasquerade
1995 – Prêmios AMPARC – Bonsucesso – Financeira – S/A
Melhor Espetáculo de Dança
1993 – Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA)
Melhor Grupo de Dança
1992 – Aplauso / Sated SP
1991 – Cauê / Sated MG
1988 – Fundacen
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