Dança em Rede

Daniel Camargo

  • Categoria: Profissionais da dança
  • País de origem: Brasil
  • UF de origem: SP
  • Cidade de origem: Sorocaba
  • Atividade: Bailarino
  • Data de nascimento: 16/09/1991

Histórico

Daniel Camargo. Foto: Sebastien Galtier | Divulgação

 

 

BIOGRAFIA

  Daniel Camargo começou a dançar aos 9 anos, na Escola Municipal de Bailado de Ourinhos, as suas irmãs faziam balé clássico e os professores o convidaram para fazer uma aula. Pouco tempo depois, uma de suas irmãs foi contratada pelo Teatro Guaíra e ele ingressou na Escola de Dança Teatro Guaíra, onde estudou de 2000 a 2005. Ao participar do Youth America Grand Prix 2005, o diretor da John Cranko School o convidou para terminar os seus estudos em Stuttgart, na Alemanha. Ele se formou em 2009 e logo ingressou no corpo de baile do Stuttgart Ballet, sendo promovido a demi-solista em 2011, solista em 2012 e primeiro-bailarino em 2013. Nesse mesmo ano, criou sua primeira coreografia, Do outro lado (2013), para o Noverre: Young Choreographers. Em 2015, estreou como artista convidado do Dutch National Ballet e foi contratado como primeiro-bailarino da companhia no ano seguinte. Desde 2019, ele só trabalha por conta própria, como artista convidado de várias companhias. Ele já se apresentou em mais de 17 países e dançou como convidado no The Australian Ballet, Czech National Ballet, Kremlin Ballet, Mariinsky Ballet, Opera Narodowa, Royal Ballet, Rome Opera Ballet, São Paulo Companhia de Dança e Tokyo Ballet. Participou do Ballet Gala Princes of Ballet (Japão), World Ballet Festival 2018 (Japão), Gala de Danza (México), Les Étoiles Internacional Dance Gala (Itália), Roberto Bolle and Friends (Itália), Gala de Alicia Amatriain (Espanha), Polina and Friends (Alemanha) e The 13th International Ballet Star Gala (Taiwan). Dentre os prêmios conquistados, foi melhor bailarino do Festival de Joinville 2009; European Most Promising Award (2009), da European Foundation for Culture; Audience Choice Award (2011), do Erik Bruhn Prize, com a bailarina Elisa Badenes; German Dance Prize Zukunft (2011); Outstanding Performance by a Male Dancer, Critic's Choice 2017, da revista Dance Europe; Danzatore dell'anno sulla scena internazionale, Positano Premia La Danza Léonide Massine 2017; Indicação ao Benois de la Danse 2018, como solista em Chamber Symphony (2013), de Alexei Ratmansky, pelo Dutch National Ballet, e Solor em La Bayadère (1877), de Marius Petipa, pelo Tokyo Ballet; e Indicação ao Benois de la Danse 2019, por Armand Duval em A dama das camélias (1978), de John Neumeier, e Basílio em Dom Quixote (2010), de Alexei Ratmansky, pelo Dutch National Ballet. Em 2019, idealizou o Prêmio Daniel Camargo destinado a um bailarino destaque da categoria júnior (de 13 a 15 anos) do Festival de Dança de Joinville; o prêmio consistiu em um troféu e 10 mil reais.  

Trabalhos

Em repertórios, os seus principais trabalhos foram Basílio em Dom Quixote (2012), de Maximiliano Guerra, Dom Quixote (1981), de Rudolf Nureyev (1938-1993), Dom Quixote (2010), de Alexei Ratmansky, Dom Quixote (1900), de Alexander Gorsky depois de Marius Petipa (1818-1910) e Dom Quixote (2013), de Carlos Acosta depois de Marius Petipa (1818-1910); Príncipe Siegfried em O lago dos cisnes (1963), de John Cranko (1927-1973), O lago dos cisnes (2018), de Benjamin Pech depois de Marius Petipa (1818-1910) e Lev Ivanov (1834-1901) e O lago dos cisnes (1988), de Rudi van Dantzig; Albrecht em Giselle (1999), de Reid Anderson e Valentina Savina depois de Marius Petipa (1818-1910), Jean Coralli (1779-1854) e Jules Perrot (1810-1892) e Giselle (2009), de Rachel Beaujean e Ricardo Bustamante depois de Marius Petipa (1818-1910), Jean Coralli (1779-1854) e Jules Perrot (1810-1892); Solor em La Bayadère (1989), de Natalia Makarova depois de Marius Petipa (1818-1910) e La Bayadère (1877), de Marius Petipa; Romeu, Mercutio e Benvólio em Romeu e Julieta (1962), de John Cranko (1927-1973); Príncipe Desirée em A Bela Adormecida (1987), de Marcia Haydée depois de Marius Petipa (1818-1910); Príncipe Florimund em A Bela Adormecida (1981), de Peter Wright depois de Marius Petipa (1818-1910); Colas em La Fille mal gardée (1960), de Frederick Ashton (1904-1988); Gurn em La Sylphide (1979), de Peter Schaufuss; e Franz em Coppélia (2008), de Ted Brandsen.

Em outras obras clássicas, foram Armand Duval e Count N em A dama das camélias (1978) e Cássio em Othello (1985), de John Neumeier; Lensky em Onegin (1965), Petruchio em Taming of the Shrew (1969) e The Lady and the Fool (1954), de John Cranko (1927-1973); Stanley Kowalski em A Streetcar Named Desire (1983), de John Neumeier; The Four Temperaments (1946), Theme and Variations (1947) e Apollo (1928), de George Balanchine (1904-1983); The Nutcracker and the Mouse King (1996), de Wayne Eagling e Toer van Schayk; O Quebra-Nozes (2010), de Wayne Eagling; Diana e Actaeon (pas de deux) (1935), de Agrippina Vaganova (1879-1951); Dances at a Gathering (1969), de Jerome Robbins (1918-1998); Cinderella (2012), de Christopher Wheeldon.

Como primeiro intérprete em obras contemporâneas, dançou Il Concertone (2012), de Mauro Bigonzetti; Fräulein von S. (2012), de Christian Spuck; Orlando (2010), de Marco Goecke; RED in 3 (2010), de Jorma Elo; Yantra (2010), de Wayne McGregor; Little Monsters (2011), de Demis Volpi; Letters of Others (2010), Bridget Breiner; e Firebreather (2015), de Katarzyna Kozielska.

Além disso, seus principais trabalhos em obras contemporâneas foram Solista em Chamber Symphony de Shostakovich Trilogy (2013), de Alexei Ratmansky; Bim em Gaîté parisienne (1978), de Maurice Béjart (1927-2007); Frank Bridge Variations (2005), 5 tangos (1977) e Sarcasmen (1981), de Hans van Manen; Seventh Symphony (1991) e Notations I-IV (1996), de Uwe Scholz (1958–2004); Orphée et Euridice (2009) e Leonce and Lena (2008), de Christian Spuck; On Velvet (2013) e Le chant du rossignol (2009), de Marco Goecke; Ssss… (2012) e No Men’s Land (2014), de Edward Clug; Le Sacre du printemps (1974), de Glen Tetley (1926-2007); Forgotten Land (1981), de Jirí Kylián; Slice to Sharp (2006), de Jorma Elo; Miniatures (2011), de Douglas Lee; Blender (2012), de Katarzyna Kozielska; Song of the Earth (1965), de Kenneth MacMillan (1920-1992); Initials R.B.M.E. (1972), de John Cranko (1927-1973); Step Addition (2017), de Sebastien Galtier; Dear One (2018), de Remi Wortmeyer; Are you as big as me? (2013), de Roman Novitzky; e Without Words (1998), de Nacho Duato.

 

 

 

Por Cássia Pires | Pesquisa SPCD

Videografia

Trecho de Taming of the Shrew. Stuttgart Ballet
<https://www.instagram.com/p/BtojGYmomEK/>

Trechos de Shostakovich Trilogy, Dutch National Ballet
<https://www.youtube.com/watch?v=_YgTFTcLkyU>

Trailer de La Bayadère, Dutch National Ballet
<https://www.youtube.com/watch?v=p0f16bkybp8>

Coda de La Bayadère, Tokyo Ballet
<https://www.instagram.com/p/BeBb9SYganX/>

Cenas do ensaio de Dom Quixote, Dutch National Ballet
<https://www.youtube.com/watch?v=j-E5AWZ4x9Y>

Ensaio de A dama das camélias, Dutch National Ballet
<https://www.youtube.com/watch?v=LkbjvSCCU6o>

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