Dança em Rede

4 Por 4

  • Categoria: Coreografias
  • País de origem: Brasil
  • Cidade de origem: Rio de Janeiro
  • Ano de criação: 2002
  • Duração: 60 min.
  • Grupos de estreia: Cia de Dança Deborah Colker
  • Autores: Coreógrafo: Deborah Colker

Histórico

4 Por 4 - Movimento Povinho | Divulgação

4 Por 4 - Movimento Povinho | Divulgação

4 Por 4 - Movimento Cantos | Divulgação

4 Por 4 - Movimento Cantos | Divulgação

4 Por 4 - Movimento As Meninas | Divulgação

4 Por 4 - Movimento As Meninas | Divulgação

Mini Biografia do Coreógrafo

Deborah Colker iniciou sua carreira profissional na Coringa, companhia que se destacou no Rio de Janeiro nos anos 1980.

Em 1984, a convite de Dina Sfat, deu início àquela que seria a principal vertente de sua carreira nos dez anos subsequentes: diretora de movimento; uma função criada especialmente para ela, que viria a ser incorporada pelo jargão cênico brasileiro. 

Em 1994, Deborah funda a Cia de Dança Deborah Colker que imprimiria definitivamente seu nome na história da dança mundial. 
O reconhecimento internacional é referendado por prêmios como o Laurence Olivier Award na categoria “Oustanding Achievement in Dance" em 2001.

Ela ainda viria a coreografar aberturas de Copa do Mundo e Olimpíadas no Brasil, além do espetáculo OVO do Cirque du Soleil. 

 

Sinopse

4 Por 4 é um balé em dois atos e cinco movimentos, onde conceitos como contenção, delicadeza, limitação, ousadia e transparência são explorados pelos bailarinos através da interação com obras, pré-existentes e especialmente criadas, de artistas brasileiros de diferentes gerações: Cildo Meireles (Cantos), Chelpa Ferro (Mesa), Victor Arruda (Povinho) e Gringo Cardia (Vasos).

Os 5 movimentos de 4 Por 4: 

Cantos 
Interagindo com a imponente obra de Cildo Meireles (1948), no primeiro movimento de 4 por 4 a coreografia busca falar das pequenas diferenças e ilusões que os cantos criam nas suas formas e no imaginário de cada um. 
Mesa
Nascido de uma provocação ao grupo Chelpa Ferro, este movimento se constrói sobre a resposta dos artistas: um objeto misto de mesa, esteira de rolagem e aparelho de som. Sobre ele, um trio de bailarinos mexe com o tempo, como se a movimentação ocorresse há muitos anos e estivesse fadada a se repetir eternamente.
Povinho
No terceiro movimento de 4 por 4, o corpo de bailarinos interage com a obra de Victor Arruda (1947): um painel desenvolvido a convite de Deborah Colker para ser dançado. A coreografia traz gestos íntimos, cotidianos: cheirar, ocupar todos os buracos do corpo. Como crianças, que descobrem seu corpo, seu sexo, com muita espontaneidade e alegria”, diverte-se.
As Meninas
Inspirado nas alunas de balé que povoam a obra de Degas, o movimento de abertura do segundo ato de 4 por 4 realiza utiliza música ao vivo em cena aberta e lida com a ponta dos pés. A coreografia propõe um diálogo de contrastes e complementaridade entre a dança contemporânea e o balé clássico, travado entre duas bailarinas 
Vasos
As artes plásticas voltam a ocupar a cena no quinto e último movimento de 4 por 4. Os bailarinos se esgueiram com concentração, precisão e delicadeza pela instalação de 90 vasos de porcelana pintados à mão que compõem o espaço, levando a plateia a vivenciar a tensão na alma.

Bibliografia

(Pedro Aranha | Pesquisa SPCD) 

Links

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