Dança em Rede

Rota

  • Categoria: Coreografias
  • País de origem: Brasil
  • Cidade de origem: Rio de Janeiro
  • Ano de criação: 1997
  • Duração: 75 min.
  • Grupos de estreia: Cia de Dança Deborah Colker
  • Autores: Coreógrafo: Deborah Colker

Histórico

A Roda, destaque do último movimento da coreografia | Divulgação

A Roda, destaque do último movimento da coreografia | Divulgação
 

Mini Biografia do Coreógrafo

Deborah Colker iniciou sua carreira profissional na Coringa, companhia que se destacou no Rio de Janeiro nos anos 1980.
 
Em 1984, a convite de Dina Sfat, deu início àquela que seria a principal vertente de sua carreira nos dez anos subsequentes: diretora de movimento; uma função criada especialmente para ela, que viria a ser incorporada pelo jargão cênico brasileiro. 
Em 1994, Deborah funda a Cia de Dança Deborah Colker que imprimiria definitivamente seu nome na história da dança mundial. 
O reconhecimento internacional é referendado por prêmios como o Laurence Olivier Award na categoria “Oustanding Achievement in Dance" em 2001.

Ela ainda viria a coreografar aberturas de Copa do Mundo e Olimpíadas no Brasil, além do espetáculo OVO do Cirque du Soleil.

Links

Bibliografia

(Pedro Aranha | Pesquisa SPCD) 

Videografia

Sinopse

Terceira coreografia original e quarto espetáculo apresentado pela companhia carioca, Rota navega  pelo balé clássico, passeia pelo jazz, e promove, em dois atos e seis movimentos, uma ocupação radical do espaço cênico.

O primeiro ato é dividido em 6 movimentos.
 
Allegro: um movimento que exercita a técnica clássica com afinco e regularidade desde os primórdios da companhia, com pitadas de humor e transgressão.
Ostinato: No segundo movimento, a relação de forças se inverte. As alusões ao balé clássico diluem-se entre gestos e movimentos coloquiais, ordinários, cotidianos. Está em pauta, agora, o jogo de luzes, sombras e repetições que permeia nosso dia-a-dia.
Vigoroso: A vocação atlética da companhia adentra a cena no terceiro movimento desta pequena suíte coreográfica. Os corpos dos bailarinos projetam-se no espaço cênico numa sucessão vertiginosa de saltos e roladas. É apenas o começo do grand finalle do primeiro ato.
Presto: Agora, o espetáculo mergulha em estado líquido. Transbordantes de alegria e cingidos por um verde-azul marinho, os bailarinos se lançam em um mar imaginário, onde remam, nadam, dão “peixinhos”, numa vigorosa sequência em que as mãos são utilizadas quase tanto quanto os pés. 

O segundo ato traz, em dois movimentos, o grande símbolo de Rota: a Roda.

Gravidade: marcado por gestos vagarosos e milimétricos, os bailarinos mergulham numa atmosfera espacial, desafiando a gravidade e a sua resistência muscular.
Roda: Trazida por um dos bailarinos, chega enfim ao centro da cena a mais perfeita tradução material da investigação em torno da física e da mecânica do movimento: a Roda. Com o espaço cênico multiplicado por diversos planos e níveis, a ação desenha uma profusão de imagens de grande impacto visual.

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