Dança em Rede

Ballo

  • Categoria: Coreografias
  • País de origem: Brasil
  • Cidade de origem: São Paulo
  • Ano de criação: 2009
  • Duração: 34
  • Grupos de estreia: São Paulo Companhia de Dança
  • Autores: Ricardo Scheir

Histórico

Ricardo Scheir (1961) formou-se pela Escola de Ballet Toshie Kobayashi. Estudou também com Dinah Perry, Cleusa Fernandes e Halina Biernacka – importantes referências da dança paulistana. Dançou na David Aktins Dance Company de Sydney, Austrália. Conquistou o prêmio de melhor coreógrafo no Festival de Dança de Joinville em 2000 e 2004. Foi diretor da Companhia de Dança de São José dos Campos, além de dirigir sua escola, o Pavilhão D Centro de Artes, em São Paulo. No trabalho de estreia da companhia, Polígono, participou como colaborador coreográfico. Em 2008, recebeu a Medalha de Mérito Artístico, conferido pelo Conselho Brasileiro de Dança, órgão vinculado à Unesco.

Sinopse

Ballo foi criada pelo coreógrafo brasileiro Ricardo Scheir especialmente para a São Paulo Companhia de Dança. A obra tem música original de André Mehmari, composição que teve como ponto de partida o tema de um madrigal de Claudio Monteverdi (1567-1643) Ballo delle Ingrate (Baile das Ingratas). O tema de Ballo delle Ingrate é uma alegoria que mostra a punição das mulheres que não se entregam ao amor. As personagens representadas são Amor, Vênus, Plutão, quatro sombras do inferno e oito almas ingratas. A estas o coreógrafo acrescentou Ariadne, como figura que acompanha a ação e lhe acrescenta significados. Em sua peça musical, Mehmari apresenta variações que remetem a diversos momentos da história da música e, assim, propõe um diálogo do antigo com o novo. Da mesma forma, o coreógrafo Ricardo Scheir, em parceria com o encenador Marcio Aurelio, buscou referências na obra de Monteverdi para tratar das relações humanas e combinar as linguagens clássica e contemporânea. A partir da criação musical, combinaram o roteiro de Ballo delle ingrate a elementos atuais e caracterizações que complementam a dramaturgia. Responsável pela encenação, direção de arte e desenho de luz, Marcio Aurelio concebeu elementos cênicos que se unem à coreografia e à música para compor esta peça que fala de questões centrais para o homem de todos os tempos: amor, pulsão, desejo, sensualidade e finitude.
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