Dança em Rede

Jorge Garcia

  • Categoria: Profissionais da dança
  • País de origem: Brasil
  • UF de origem: PE
  • Cidade de origem: Recife
  • Atividade: coreógrafo da J.Gar.Cia Dança Contemporânea
  • Atividade: diretor
  • Data de nascimento: 07/12/1971

Histórico

Jorge Garcia nasceu em Recife e passou sua infância junto à família nas cidades de Guimarães e Setúbal, Portugal, jogando futebol. Ao retornar a Recife, Jorge descobriu as danças de salão. Aos 17 anos, já era especialista em forró, lambada e salsa. Mais tarde, entrou para a Compassos Companhia de Dança e começou a aprender maracatu, xaxado e baião. Não demorou muito, apaixonou-se também pelo balé clássico.
Em 1995, quando chegou em São Paulo, foi admitido no Cisne Negro, uma das mais tradicionais companhias brasileiras de balé. Em pouco tempo, foi convidado para fazer parte do Balé da Cidade de São Paulo, grupo estável no Teatro Municipal. Transformou-se, então, num de seus principais bailarinos e virou coreógrafo.
Paralelamente a este trabalho, Garcia foi responsável por diversos trabalhos alternativos independentes. Um deles, o GRUA (Gentlemen de Rua), foi um grupo de improviso, vídeo e performance. Além disso, o coreógrafo sempre trabalhou e vivenciou óperas, teatro, circo e cinema.
No ano de 2005, tomou a decisão de se tornar um artista independente. Deixou o elenco do Balé da Cidade e formou a J.Gar.Cia Dança Contemporânea.
A companhia tem uma linguagem própria de trabalho, para criação coreográfica, estética e seleção de temas, sempre questionando o corpo e o ambiente em que este corpo se insere, suas possibilidades e como transformá-lo. Outro foco é também o estudo da dança em vídeo e nos arredores urbanos, buscando um que se aproxime ao máximo do particular e contemporâneo.
A J.Gar.Cia Dança Contemporânea desenvolve uma pesquisa em dança. Está sempre em busca de um intérprete e criador, buscando novas possibilidades de sensibilidade no artista.

Links

http://ciajgarcia.com.br

(por Deborah Rocha |Pesquisa SPCD)




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Trabalhos

No Balé da Cidade de São Paulo:

Divinéia (2001)
O trabalho, inspirado no livro Estação Carandiru de Drauzio Varella, trata da convivência entre carcerários, utilizando-se de técnicas contemporâneas, artes marciais e diversas culturas que formam o universo prisional.
Divinéia é o nome dado pelos presidiários da Casa de Detenção de São Paulo ao pátio amplo, em forma de funil, onde fica a sala de revista corporal.

R.G. (2006)
Inspirado no trabalho do maestro e compositor Radamés Gnattali, R.G. coloca em cena uma orquestra de músicos-bailarinos". Os momentos são de surpresas, em um ambiente onde os movimentos e ações cotidianas dos bailarinos se confundem com movimentos dos músicos em suas performances.

Na J.Gar.Cia. Dança Contemporânea:

Cabeça de Orfeu (2008)
O espetáculo traz como tema o minuto que antecede a morte. As cenas de toda a vida que passam em nossas mentes.
Como num filme, num sonho, onde os momentos mais importantes da trajetória de uma pessoa são revividos.
Inspirado no trabalho-experimento Orfee’s Head, criado para o 2º ano do departamento de Dança Teatro (MTD) da escola de artes de Amsterdam (AHK) Theaterschool em março de 2007.

Área reescrita (2010)
O trabalho estuda as possibilidades de diálogo com o entorno urbano e experimenta reescrever espaços e narrativas, tendo como proposta inicial a saída das salas de ensaio e a investigação da cidade.
Com autonomia para dar vazão aos próprios movimentos e instintos, os integrantes da companhia realizaram ações em diferentes espaços urbanos, transformando a cidade e seus recantos em cenários improvisados.

Caixa de Vidro (2012)
O espetáculo trata da nossa comunicação com o contexto no qual nos inserimos, como se dá a relação entre os olhares, como estamos presos à realidade complexa contemporânea.
Quem são os espectadores das vitrines? De que lado do vidro a vida está acontecendo? Até onde somos bicho e até onde somos gente? Qual a diferença entre os dois?



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