Dança em Rede

Stars and Stripes

  • Categoria: Coreografias
  • País de origem: EUA
  • Cidade de origem: Nova Yorque
  • Ano de criação: 1958
  • Duração: 28
  • Grupos de estreia: New York City Ballet
  • Autores: George Balanchine
  • Remontagens: Washington Ballet
    San Francisco Ballet
    Carolina Ballet

Histórico

George Balanchine foi um dos coreógrafos mais famosos do século XX, criador de mais de 400 balés. Nasceu em São Petesburgo, na Rússia, em 1904. Em 1913, ingressa na escola do Ballet Imperial, onde foi aluno de Pavel Gerdt e Andrianov Samuil, formando-se em 1921.

Em 1924, em uma visita à Alemanha com os bailarinos da companhia, Balanchine, sua esposa, Alexandra Danilova e Nicholas Efimov fugiram para Paris, onde havia uma grande comunidade russa exilada pela revolução. Sergei Diaghilev, que também estava exilado, convidou Balanchine para juntar-se ao Ballets Russes como coreógrafo e mestre de balé.

Após a morte de Diaghilev, quando parte dos bailarinos do Ballets Russes estabeleceu-se em Monte Carlo, Balanchine se juntou a eles e aceitou um trabalho como mestre de balé. Em 1933, Balanchine muda-se para Nova Iorque, nos Estados Unidos, a convite de Lincoln Kirstein, um jovem americano patrono das artes que queria formar uma companhia de balé na América do Norte.

Em 2 de janeiro de 1934, com a ajuda de Lincoln Kirstein e Edward Wamburg, funda a School of American Ballet. Entre 1930 e 1940, Balanchine também coreografou para musicais. Em Nova Iorque, formou o Ballet Society, novamente com a ajuda de Kirstein, que mais tarde viria a tornar o New York City Ballet, em 1948.

Durante os anos 60, Balanchine criou quase 40 balés incluindo, em 1965, uma versão de Dom Quixote, no qual interpretou o papel título. O papel feminino ficou para Suzane Farrell, jovem bailarina de que ele estava muito apaixonado no momento e para quem ele iria criar muitos papeis até o fim de sua carreira. Após anos doente, Balanchine morreu em 30 de abril de 1983, em Nova Iorque.

Links




Por Henrique Rochelle | SPCD Pesquisa 39

Bibliografia

Algumas sugestões de leituras e referências acerca da História da Dança:

ANDERSON, Jack. Ballet and Modern Dance: a concise history
ANDERSON, Jack. Dança
AU, Susan. Ballet & modern dance.
BALANCHINE, George; MASON, Francis. Complete Stories of the Great Ballets
BOUCIER, Paul. História da Dança no Ocidente
CAMINADA, Eliana. História da Dança: evolução Cultural
COHEN, Selma Jean. Dance as a Theatre Art
CRAINE, Debra; MACKRELL, Judith. The Oxford Dictionary of Dance
DILS, Ann; ALBRIGHT, Ann Cooper. Moving History / Dancing Cultures: a dance history reader
FARO, Antonio Jose; SAMPAIO, Luiz Paulo. Dicionário de Balé e Dança
KIRSTEIN, Lincoln. Four Centuries of Ballet
KOEGLER, Horst. The Concise Oxford Dictionary of Ballet
PORTINARI, Maribel. História da Dança
SCHOLL, Tim. From Petipa to Balanchine
SORELL, Walter. Dance in Its Time

Videografia

http://youtu.be/soaHshlFBNI

Sinopse

Em 1957 Balanchine coreografara Square Dance, usando motivos populares americanos para a composição. Stars and Stripes vem numa sequência lógica desse trabalho, como um ballet dividido em cinco campanhas (e quatro regimentos).

Organizado a partir de uma orquestração de músicas usadas em desfiles de paradas, o ballet é extremamente ufanista, com uma cenografia que inclui a revelação da bandeira dos EUA cobrindo todo o fundo do palco ao final da apoteótica quinta campanha, da qual os quatro regimentos participam.

Cada regimento é apresentado militarmente, exatamente como numa parada. O mais famoso deles, o quarto, é um pas de deux, que ficou mais popularmente conhecido ao aparecer no filme Center Stage (Sob a Luz da Fama), dançado por membros do American Ballet Theater.

Balanchine havia sido levado para os EUA por Lincoln Kirstein em 1933 com o projeto de que ele formasse o estilo americano de dança. Kirstein se interessara pelo coreógrafo após ver a apresentação de Apollo da temporada de 1928 dos Ballets Russes. Analisando o trabalho de Balanchine, de Apollo a Serenade (1935), e na sequência a Stars And Stripes vemos o processo de amadurecimento dessa proposta de estilo único coreográfico que se manteve ao longo de toda a carreira do coreógrafo.

Segundo ele, o estilo americano de ballet compreende a precisão elástica, a riqueza de invenção métrica, a alta preparação para o risco e o bom humor, características intrínsecas a Stars and Stripes.
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