Dança em Rede

Napoli

  • Categoria: Coreografias
  • País de origem: Dinamarca
  • Ano de criação: 1842
  • Duração: 90 min.
  • Grupos de estreia: Royal Danish Ballet
  • Autores: Coreógrafo: August Bournonville

Histórico

Alexander Kølpin e Lis Jeppesen, Napoli, Royal Danish Ballet. Foto: David Amzallag | Divulgação

Alexander Kølpin e Lis Jeppesen, Napoli, Royal Danish Ballet. Foto: David Amzallag | Divulgação

Alban Lendorf e Alexandra Lo Sardo, Napoli, Royal Danish Ballet. Foto: Divulgação

Alban Lendorf e Alexandra Lo Sardo, Napoli, Royal Danish Ballet. Foto: Divulgação

Lloyd Riggins como Gennaro, Heidi Ryom como Teresina e Eva Kloborg como Veronica na carruagem, Napoli, Royal Danish Ballet. Foto: Mydtskov | Divulgação

Lloyd Riggins como Gennaro, Heidi Ryom como Teresina e Eva Kloborg como Veronica na carruagem, Napoli, Royal Danish Ballet. Foto: Mydtskov | Divulgação

Mini Biografia do Coreógrafo

August Bournonville (1805-1879) nasceu em Copenhague, na Dinamarca. Começou a dançar sob as orientações de seu pai, Antoine Bournonville, um dos grandes bailarinos da época. Depois de um período de estudos e apresentações em Paris, Londres e também em Copenhague, foi contratado como primeiro-bailarino e diretor do Royal Danish Ballet, companhia que dirigiu por quase 50 anos. Como coreógrafo, criou em torno de 50 obras e as mais conhecidas são Napoli (1842), Abdallah (1855), The Flower Festival in Genzano (1858) e sua versão de La Sylphide (1836). Também desenvolveu o Método Bournonville. Faleceu em Copenhague, na Dinamarca.

 

Principais remontagens

Napoli (1842) faz parte do repertório do Royal Danish Ballet desde a sua estreia, mas a coreografia sofreu diversas mudanças ao longo desses quase 200 anos. Harald Lander (1905-1971), Valborg Borchsenius (1872-1949), Hans Brenaa (1910-1988), Kirsten Ralov (1922-1999), Dinna Bjørn, Henning Kronstam (1934-1995) e Frank Andersen foram alguns dos responsáveis por remontar e recoreografar esse ballet na companhia. Sendo assim, a coreografia original de August Bournonville não existe mais. A remontagem atual foi realizada por Nikolaj Hübble e Sorella Englund, e a história se passa em Nápoles de 1950.
Algumas companhias que remontaram Napoli (1842) foram Staatsballett Berlin, Kirov Ballet (Mariinsky Ballet), The Stanislavsky Ballet, National Ballet of Canada, Ballet Nacional de Cuba e Oregon Ballet Theatre. O New York City Ballet tem em seu repertório Bournonville Divertissements (1977), com coreografias de Napoli (1842), The Flower Festival in Genzano (1858) e Abdallah (1855).

Bibliografia

Informações sobre Napoli na página Bournonville
<https://www.bournonville.com/bournonville20.html>

 (Cássia Pires | Pesquisa SPCD)

Videografia

Em DVD

Napoli, The Royal Danish Ballet, com Arne Villumsen e Linda Hindberg, 1986
Napoli, The Royal Danish Ballet, com Alban Lendorf e Alexandra Lo Sardo, 2014

Na internet

Valborg Borchsenius e Hans Beck em Tarantella, Napoli, Royal Danish Ballet, 1903
(O vídeo não tem som)
<https://vimeo.com/28162338>
Tarantella, Napoli, New York City Ballet. s.d.
<https://www.youtube.com/watch?v=cRpE3B7GX9Y>
Variação de Teresina, Napoli, Royal Danish Ballet, Eva Kloborg, 1979
<https://vimeo.com/182359655>
Pas de six, Napoli, Royal Danish Ballet, 1986
<https://www.youtube.com/watch?v=-Zod7iwMzYE>
Trecho de Napoli, montagem atual do Royal Danish Ballet, 2015
<https://www.youtube.com/watch?v=JvOFyKVfods>
Trailer de Napoli, Oregon Ballet Theatre, 2018
<https://vimeo.com/286570251>

Sinopse

Napoli (1842) é um ballet em três atos, com coreografia de August Bournonville (1805-1879) e música de Edvard Helsted (1816-1900), Holger Simon Paulli (1810-1891), Niels W. Gade (1817-1890) e Hans Christian Lumbye (1810-1874). O libreto é de August Bournonville  (1805-1879), inspirado em sua viagem a Nápoles, na Itália, depois dele ser banido da Dinamarca por ter insultado o rei.
Nápoles. É noite e habitantes locais, turistas e artistas se aglomeram no Cais de Santa Luzia. Verônica chega com sua filha Teresina, uma bela moça disputada entre o comerciante de macarrão Giacomo e o vendedor de limonada Peppo, mas ela está apaixonada por Gennaro, um jovem pescador. A princípio, Verônica não quer sua filha com o pescador, mas acaba consentindo. Teresina e Gennaro fazem uma doação ao monge Fra Ambrosio e são abençoados; diante disso, seus rivais o acusam de ter ligação com o demônio.
Durante o baile festivo, Teresina e Gennaro partem de navio em direção ao Golfo. Começa uma tempestade, o horizonte desaparece na escuridão e Gennaro é trazido inconsciente à terra firme. Todos pensam que Teresina se afogou e sua mãe amaldiçoa o pescador. O monge dá a ele uma foto de Nossa Senhora e Gennaro volta ao mar para buscar Teresina.
Duas náiades (ninfas das águas) levam Teresina sem vida à Gruta Azul. O espírito do Golfo fica fascinado por sua beleza e a transforma em náiade. Gennaro chega com seu violão e Teresina não o reconhece, mesmo quando ele toca sua melodia preferida, mas ao mostrar a ela a imagem de Nossa Senhora, Teresina se transforma em humana novamente. O espirito recua para que eles possam deixar a gruta, mas antes disso dá aos dois uma grande riqueza. Teresina e Gennaro retornam a Nápoles.
No santuário de Monte Virgin, os peregrinos estão reunidos diante da imagem de Nossa Senhora. Gennaro ainda é malvisto pelas pessoas, mas depois de Verônica aparecer com Teresina, o festival recomeça e todos dançam alegremente.

 

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