Dança em Rede

Célia Gouvêa

  • Categoria: Profissionais da dança
  • País de origem: Brasil
  • UF de origem: SP
  • Cidade de origem: Campinas
  • Atividade: Bailarina
  • Data de nascimento: 03/01/2024

Histórico

Célia Regina Vilas-Bôas Gouvêa, mais conhecida como Célia Gouvêa, nasceu em 23 de outubro de 1949, em Campinas, São Paulo. Inicia seus estudos de dança com Juary Trondi e Lina Penteado, em 1958. No ano seguinte, ingressa no Conservatório Musical Dr. Gomes Cardim. Tem aulas com Ruth Rachou e entra em contato com as técnicas de Martha Graham (1894-1991) e Merce Cunningham (1919-2009). Muda-se para São Paulo, em 1968, para cursar filosofia na Univerdade de São Paulo (USP). Dá aulas na escola de Renée Gumiel (1913-2006) e integra o Grupo Dança Contemporânea Brasileira. Na Bélgica, em 1970, integra a primeira turma do Mudra – Centro Europeu de Aperfeiçoamento e de Pesquisa dos Intérpretes do Espetáculo, dirigido por Maurice Béjart (1927-2007). Volta para o Brasil em 1974 e coreografa Caminhada, com direção de Vaneau. A montagem inicia o ciclo do Teatro Galpão e recebe da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) uma menção especial em dança e o prêmio de melhor coreografia em espetáculo teatral. Funda o Grupo Teatro de Dança de São Paulo. Em 1975, leciona na Escola de Comunicação e Artes da USP. Em 1976 ganha bolsa da Chimera Foundation para a escola de Alwin Nikolais (1910-1993) e participa da criação cênica Parables, de Henrietta Michelson-Bagley, pela All Angels Theatre Troupe (Nova York). Participa do programa Artist in Residence da Universidade de Illinois, em 1977, coreografando Tango e dançando A Festivity Offered by Death, de Henrietta Michelson-Bagley. No Brasil, leciona no Teatro Galpão e atua como bailarina e coreógrafa de Valsa Sideral, de Jorge Antunes. Em 1978, torna-se coreógrafa residente da All Angels e, com Henrietta Michelson-Bagley, cria Paper Pieces. Ê selecionada para participar da série New Coreographers Program, em Nova York, onde seus solos são gravados para o Unicef nos estúdios da Organização das Nações Unidas (ONU). Casa-se com Maurice Vaneau nos EUA, e nasce Yara, a primeira filha. A convite de Klauss Vianna, em 1981, leciona na Escola Municipal de Bailado, onde permanece cinco anos. No ano seguinte, recebe bolsa Fulbright para cursar especialização em artes na State University of New York, campus de Purchase (Suny Purchase). Nasce sua segunda filha, Vânia. Em 1990, recebe bolsa Guggenheim para estudos nos Estados Unidos. Em 1995, está entre os fundadores da Cooperativa Paulista de Bailarinos-Coreógrafos. Recebe o prêmio Estímulo da Funarte. Em 1996 dá masterclasses de dança contemporânea na Escola Superior de Dança de Lisboa. No ano seguinte, leciona no centro de artes circenses Chapito, em Lisboa. Em 2001, dá e faz aulas de dança contemporânea na P.A.R.T.S., em Bruxelas e no Kunstzentrum Wachsfabrik (Colônia). Em 2004, recebe o Prêmio Estímulo, da Secretaria Municipal da Cultura de São Paulo, e prêmio Circulação, da Funarte. Em 2006 recebe diversos prêmios: Caravana Paulista de Teatro; Klauss Vianna de Dança; Sesi Dança. Em 2007, dirige o projeto Cidade, contemplado pelo 1º Prêmio de Fomento à Dança da Secretaria Municipal da Cultura de São Paulo. Para saber mais sobre a carreira de Célia Gouvêa acesse o link http://www.saopaulocompanhiadedanca.art.br/folhetos_figuras_da_danca.php e baixe o livreto Figuras da Dança - Célia Gouvêa, produzido pela São Paulo Companhia de Dança em 2011, com a biografia e cronologia da artista.

Trabalhos

1969 Participa da coreografia Fedra, de Renée Gumiel
1971 No Cirque Royal de Bruxelles interpreta a Rainha dos Ciganos em Le fils de l’air, de Béjart, baseado em texto de Jean Cocteau (1889-1963).
1972 Dança Mudra au Travail, criação dos estagiários do Mudra.
1973 Ainda na Bélgica está entre os fundadores do grupo Chandra – Teatro de Pesquisa de Bruxelas, com direção de Micha van Hoecke. Dança O Teatro e os Deuses, de Béjart.
1975 Coreografa Pulsações e dança Allegro Ma Non Troppo, de Vaneau.
1976 Pulsações é remontada para o Corpo de Baile Municipal (atual Balé da Cidade de São Paulo).
1977 Participa do Festival de Arte – Bahia 77 com Clyde Morgan e apresenta Programa de Dança com Mara Borba no Auditório Augusta (SP).
1978 No Brasil dança e coreografa Isadora, Ventos & Vagas, ao lado de Vaneau.
1979 Para o Teatro de Dança de São Paulo coreografa Trem Fantasma e Outras Danças: Raiz, Limites e Promenade.
1980 Prêmio APCA de melhor bailarina pela interpretação de Contraste Para Três e Lenda, de sua autoria. Coreografa Expediente para J. C. Violla.
1981 Para o Teatro de Dança de São Paulo coreografa Urugungo, Quatro Corpos, Dois Estranhos e De Pernas para o Ar.
1982 Coreografa Petruchka para o J. C. Violla Grupo de Dança. No Festival de Inverno de Campos do Jordão, apresenta A História do Soldado, com música
de Stravinsky, com Maurice Vaneau e J. C. Violla.
1983 Prêmio da Associação dos Produtores Teatrais do Estado de São Paulo, categoria melhor coreografia para teatro infantil, pela peça O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, de Jorge Amado. Para o Teatro de Dança de São Paulo, coreografa Gente Feliz e Volte Para Casa, Sente-se ao Piano e Toque um Tango. Coreografa também para o filme O Cavalinho Azul, de Eduardo Escorel, e para a peça Oh La La! Belle Êpoque.
1984 Interpreta e coreografa Assim Seja? para o Teatro de Dança de São Paulo. Também assina O Dia dos Bonecos, para teatro, e Allegro, para a Dança e Cia. de São Paulo.
Coreografa O Último Domingo, para o grupo de dança do Sesc-Santos; e Alhos e Bugalhos e Ciclos de Vidro, para o Teatro de Dança de São Paulo. Ê coreógrafa da peça As Is, com direção de Roberto Vignati.
1987 Coreografa Olga e o Cavaleiro da Esperança, para o Grupo Câmara Rio, de Mariana Vidal; e Nijinsky, para o espetáculo teatral de Naum Alves de Souza. Até 1989.
1988 Coreografa Festarola.
1989 Coreografa Pé de Valsapara o Balé do Teatro Castro Alves (Salvador).
1991 Monta Romance de Dona Marianapara a Escola Superior de Dança de Lisboa. Coreografa A Bela Moleira para o Balé do Teatro Guaíra (Curitiba).
1992 Coreografa o poema sinfônico Colombo, de Carlos Gomes, com direção de Vaneau, para o Balé do Teatro Guaíra. Coreografa Sapatas Fenólicas.
1993 Monta Pedra no Caminho para o Célia Gouvêa Grupo de Dança. Coreografa a ópera Aída, de Verdi, em montagem da Fundação Teatro Guaíra e do Teatro Municipal de São Paulo.
1994 Para o Célia Gouvêa Grupo de Dança cria A Morte e a Donzela, com música de Schubert, e Periódico, com música de Hermeto Pascoal. Para o Teatro Guaíra, coreografa a opereta A Viúva Alegre, de Lehar.
1995 Coreografa o duo Abrigo, que dança com Ricardo Fornara, tendo música composta por Hélio Ziskind.
1996 Coreografa Cabo da Boa Esperança, com música do Madredeus e de Carlos Paredes, para a Companhia de Dança de Lisboa. Realiza a montagem de Memória Terceira Idade no Sesc Pompeia (São Paulo).
1997 Coreografa Beethoven, peça de Mauro Chaves.
1998 Integra o coletivo artístico do espaço Ramdam (Lyon) e começa a desenvolver pesquisa de corpo em espaços físicos. Coreografa Parasha, para seu grupo, e Caboclinho, Frevo e Lundu, para Bailes do Brasil, de J. C. Violla.
1999 Na França, ao lado da filha Vânia, coreografa e dança Mãe Tzé Tzá (também apresenta extratos da obra em Londres). Cria o solo Hidroplastiques.
2000 Coreografa para os grupos Lyon 5è me e Francheville para o desfile da Nona Bienal de Dança de Lyon. Dança e cria Il Êtait Beau, Mignon, Gentil (solo) e La Guillotine para o evento Un Pas de Plus (Paris).
2001 Em Paris, Lyon, Bruxelas, São Paulo e Campinas, apresenta sua nova criação: C.E.C.I.L.I.A. Também coreografa Cinecoronariografia, que estreia em Paris.
2002 Revisita Mãe Tzé Tzá e dirige o vídeo Damka para um coletivo de artistas do Ramdam (Lyon).
2003 Como bailarina, participa da homenagem aos noventa anos de Renée Gumiel.
2001 Cria Danças em Branco.
2005 Apresenta-se com o programa Danças em Branco.
2006 Coreografa Corpo Incrustado e Latrina.
2007 Atua como encenadora de Pedrinho, para o projeto Fábricas de Cultura (Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo). Cria Corpo Incrustado ii, Corpo Incrustado iii, Corpo Incrustado iv e Massa.
2008 Coreografa Pedrinho Sapopemba para o Fábricas de Cultura. Coreografa e dança o solo Culturacuracu e parte do espetáculo Ruth Rachou, 80 Anos.
2009 Monta Villa Jaçanã para o Fábricas de Cultura. Ao lado de Sônia Mota, Clarisse Abujamra, Susana Yamauchi e outros artistas, apresenta-se em Mini Atos.
2010 Participa da criação coletiva do espetáculo Divagar, de Sônia Mota. Coreografa e dança a instalação Chão de Maria Geralda da Silva. Revisita Romance de Dona Mariana.
2011 Inicia Marta Saré, colaboração de dança e música com Heron Coelho.

Bibliografia

Documentário Célia Gouvêa – Figuras da Dança | Direção Inês Bogéa| São Paulo Companhia de Dança, SP, 2011

Verbete editado por:

Atualizado (MAIO 2020)