Temporada 2021

COMUNICADO

 

Comunicamos que as apresentações da Temporada 2021 da São Paulo Companhia de Dança no Teatro Sérgio Cardoso, instituições da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, programadas para os dias 24 a 27 de junho, foram adiadas após a detecção de casos de Covid-19 na equipe da SPCD durante as testagens regulares realizadas como parte dos protocolos de segurança para a produção dos espetáculos.

O público que adquiriu ingressos para a temporada, bem como os assinantes da São Paulo Companhia de Dança, poderão utilizar os créditos em futuras apresentações da Companhia nos termos da Lei 14.046, de 2020. Para solicitação de reembolso dos ingressos adquiridos de forma avulsa, por cartão de crédito ou boleto, entre em contato pelo chat disponível no site https://ajuda-bileto-sympla.zendesk.com/hc/pt-br. Em caso de compra em dinheiro, é necessário comparecer presencialmente à bilheteria do teatro.

A saúde é prioridade inquestionável para o funcionamento dos programas e instituições culturais. Em consequência, esta medida foi tomada para garantir a segurança  do público, da equipe de bailarinos, produção e técnicos. As novas datas das apresentações estão previstas para setembro e serão divulgadas em breve.

 

São Paulo Companhia de Dança, Teatro Sérgio Cardoso e Secretaria de Cultura e Economia Criativa

TEMPO DA TRAVESSIA

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.”

Fernando Teixeira de Andrade

 

Em 2020 permanecemos e inovamos, experimentamos e reinventamos. Foi um ano entremeado por desafios que nos levaram a criar novas maneiras de permanecer ativos e compartilhar a arte aos diferentes públicos que acompanham o trabalho da São Paulo Companhia de Dança. O que ficou mais presente foi a experiência humana relacional, que nos singulariza. Neste sentido, nos permitimos vivenciar outros espaços e modos de produção que agora nos levam à temporada de 2021: Tempo da Travessia.

Os espetáculos acontecem presencialmente de quinta a domingo, no Teatro Sérgio Cardoso, em programas que obedecem duração máxima de 1 hora, conforme determinado pelas medidas de enfrentamento à Covid-19. A cada domingo, as apresentações serão transmitidas virtualmente, ao vivo, para ampliar a democratização da arte da dança, permitindo que pessoas de todos os lugares do mundo possam assistir a esta temporada.

Serão 3 grandes momentos do balé, com as estreias de Les Sylphides (Chopiniana), na versão de Ana Botafogo; Giselle – Ato II, na versão de Lars Van Cauwenbergh, e Suíte de Paquita, na versão de Diego de Paula. Haverá ainda três obras contemporâneas que se nutrem da dança clássica com impulsos variados: Agora, de Cassi Abranches; Só Tinha de Ser com Você, de Henrique Rodovalho; e Madrugada, de Antonio Gomes.

A partir dos clássicos escolhidos, podemos sentir a potência da presença feminina no palco, revelando as individualidades e, ao mesmo tempo, a força do coletivo. São momentos de cruzamento de forças expansivas e suaves, de energias fluidas e plásticas, uma imagem de um mundo delicado e forte no qual vários sentimentos contrastantes estão presentes. Uma leveza que remete também à nossa finitude. Os desenhos da cena são harmônicos, com relações intensas entre cada uma das bailarinas presentes, nos conduzindo a momentos sublimes pela profunda e suave relação dos corpos, dos figurinos e da iluminação. Um mundo conduzido por continuidades, fluidez, rupturas e encontros.

Já as danças contemporâneas desta temporada revelam linguagens específicas de cada um dos criadores e se conectam pela potência e capacidade de transmutação dos gestos singulares de cada um. Os movimentos interpenetram-se e produzem novos caminhos; estabelecem afinidades e oposições como se estivessem em transformações permanentes, revelando um mundo sempre aberto a novas configurações.

Neste tempo da travessia, queremos você ao nosso lado para juntos celebrarmos a vida e a arte.

Inês Bogéa

Diretora Artística e Executiva da São Paulo Companhia de Dança

ATENÇÃO: A São Paulo Companhia de Dança está com uma intensa programação de espetáculos presenciais e digitais ao longo de 2021. No entanto, a instabilidade do contexto atual impossibilitou a venda de assinaturas para este ano. Se você foi assinante em 2020 e tem dúvidas, entre em contato com marketing@spcd.com.br

PERMANÊNCIA E INOVAÇÃO

“O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. […] Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena!”.

Clarice Lispector

Há possibilidade do convívio entre permanência e inovação. Uma companhia de repertório é, em alguma medida, um espaço público de memória viva da dança, que se mantém na sua essência e se transforma no corpo de cada bailarino que dança.

Em 2020, iniciaremos duas residências coreográficas: o americano Stephen Shropshire e o brasileiro Henrique Rodovalho farão, cada um deles, três obras para a São Paulo ao longo de cinco anos. Na residência, há um aprofundamento da pesquisa de linguagem e da relação direta com os artistas da casa. A residência de Shropshire tem coprodução do Governo Holandês. A inventividade e a experiência abrem espaço para mais liberdade criativa.

Para nossa temporada, contaremos com três estreias: Só Tinha de Ser com Você, obra emblemática que Rodovalho criou para a Quasar em 2005 e que, agora, ganhará uma nova versão para a São Paulo, mas sem perder sua essência e o diálogo com a música de Elis Regina e Tom Jobim. Shropshire fará sua obra, Rococo Variations, com a música de Tchaikovsky Variations in a Rococo Theme. Ele investiga a relação da dança contemporânea com o virtuosismo da dança clássica, em uma relação direta com a música. A brasileira Ana Catarina Vieira parte do vocabulário da dança popular do nordeste brasileiro para criar uma dança contemporânea instigante e divertida. Imagens de Portinari darão cor e inspiração para esta obra que terá como trilha a Suíte Pernambucana de Guerra Peixe.

Vamos rever nesta temporada obras clássicas como o inesquecível O Lago dos Cisnes de Mario Galizzi e a delicada A Morte do Cisne de Lars Van Cauwnbergh. Uma obra instigante e arrojada que se vale das sapatilhas de ponta e da luz para ganhar novos impulsos, e cria imagens únicas na cena: Trick Cell Play, de Édouard Lock. Obras contemporâneas de pesquisa de linguagem do movimento como: a vibrante e sensual Agora, de Cassi Abranches; a delicada e dinâmica Vai, de Shamel Pitts, a emblemática Gnawa, de Nacho Duato, e a provocativa e intensa Anthem, de Goyo Montero.

A cada vez que dançamos, vivemos uma experiência singular, seja pelo bailarino ou pela plateia. O que permanece e o que se modifica? A essência dos movimentos e da criação permanecem, mas sempre será diferente no corpo de cada um que vier a integrar a obra e na percepção de quem vê. Toda dança é feita de mudança – integrando novas qualidades, sem perder a essência.

Então, fica o convite para você vir, ver e viver o movimento, o dinamismo e a energia da arte da São Paulo Companhia de Dança.

Inês Bogéa
Diretora Artística e Executiva da São Paulo Companhia de Dança

SEM FRONTEIRAS

“São precisamente as perguntas para as quais não existem respostas que marcam os
limites das possibilidades humanas e traçam as fronteiras da nossa existência”.

Milan Kundera

Esta temporada tem como mote passos de dança sem fronteiras que dialogam com o tempo presente, turbulento e vivo, acelerado e intenso, de questionamentos, encontros e desencontros, e coloca em cena obras de grandes nomes da dança do Brasil e do mundo. Poderemos ver distintos olhares para a realidade que nos cerca, com questões sobre barreiras, acontecimentos, expansão de fronteiras… e possibilidades do surgimento de mundos criados na confiança entre artistas que se disponham a expandir as fronteiras da nossa existência.

Serão quatro programas diferentes: O primeiro com a estreia de Cassi Abranches, uma brasileira talentosíssima que fará sua segunda obra para a SPCD. A pré-estreia de Édouard Lock, um gigante da dança mundial que criará a sua segunda obra para a Companhia, desta vez encomendada pelo Festival Movimentos Festwochen der Autostadt em Wolfsburg, na Alemanha. São olhares distintos, mas que tem na potência da dança sua energia de diálogo com o nosso tempo.

Na segunda semana: obras modernas e contemporâneas com sapatilhas de ponta, investigando a possibilidade de ampliação do movimento corporal. A estreia de A Morte do Cisne, de Lars Van Cauwnbergh, a partir do solo emblemático criado no início do século XX por Michel Fokine (1880-1942) e imortalizado pela bailarina Anna Pavlova (1881-1931); a estreia na temporada do Balé Pulcinella, de Giovanni Di Palma, um balé com muito humor e imagens fortes, e Suíte Para Dois Pianos, de Uwe Scholtz (1958- 2004) , na qual o coreógrafo cria uma linguagem única a partir da inter-relação entre a dança, a música e as artes visuais.

No terceiro programa obras com dramaturgias atuais que falam de amores, chegadas e partidas e do trânsito de pessoas em busca da felicidade. Ngali… de Jomar Mesquita aborda a questão do relacionamento entre duas pessoas com a interferência de outras pessoas. Odisseia, de Joelle Bouvier, é uma coprodução com o Théâtre National de Chaillot (França), que estreia agora na temporada de assinaturas, e fala dos grandes fluxos migratórios da atualidade, e a estreia de Vai, na qual Shamell Pitts pesquisa “as muitas identidades que constroem nossa sociedade, em termos de movimentos e linguagens”.

Terminamos a temporada com o divertido Melhor Único Dia de Henrique Rodovalho, a instigante Supernova de Marco Goecke e a estreia de Goyo Montero.

Que em 2019 estejamos juntos para estes e outros passos da dança!

Inês Bogéa
Diretora Artística e Executiva da São Paulo Companhia de Dança

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Em 28 de janeiro de 2018, a São Paulo Companhia de Dança completa 10 anos! Tempo de muitas parcerias e encontros; do descortinar de novos mundos; de descobertas do movimento e da identidade dessa Companhia feita do amor e da entrega de muitas pessoas.

Serão 4 diferentes programas, três em junho e um em novembro: Na primeira semana, um mergulho na linguagem de Marco Goecke com três obras: Peekaboo (2013), O Pássaro de Fogo (2010) e Supernova (2009). Em seguida teremos duas criações de coreógrafos brasileiros da nova geração, que fizeram grande parte da sua carreira no exterior: Thiago Bordin e Lucas Lima, além de duas obras canônicas do repertório internacional: 14’20” (2002), de Jirí Kylián, e Gnawa, (2005), de Nacho Duato.

Na terceira semana estrearemos Melhor Único Dia de Henrique Rodovalho, o consagrado diretor da Quasar Companhia de Dança, de Goiânia, e veremos dois sucessos da temporada de 2017: Suíte de Raymonda, de Guivalde de Almeida e Primavera Fria, de Clébio Oliveira.

Em novembro estrearemos o balé clássico mais aclamado de todos os tempos: O Lago dos Cisnes, na versão de Mario Galizzi.

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Pássaro de Fogo foi o tema da Temporada de Assinaturas 2017 da São Paulo Companhia de Dança. “Símbolo de luz, é uma ave lendária, mítica e imortal, capaz de se regenerar, de encontrar potência para sua existência pelo encorajamento e superação. Este tema vem ao encontro das observações, reflexões e transformações do Brasil dos dias atuais.”, diz Inês Bogéa, diretora artística da SPCD.
O programa teve quatro estreias, sendo uma criação, Primavera Fria, de Clébio Oliveira, Pássaro de Fogo Pas de Deux (2010), Marco Goecke remontada por Giovanni Di Palma, 14’20’’ (2007), de Jirí Kylián, e Suíte de Raymonda, que integra o terceito ato do balé, remontada por Guivalde de Almeida para o Ateliê de Coreógrafos Brasileiros.
Ainda na temporada vimos obras marcantes do repertório: Ngali… (2016), de Jomar Mesquita com colaboração de Rodrigo de Castro, Suíte para Dois Pianos (1987), de Uwe Scholtz, Indigo Rose (1998), de Jirí Kylián, Pivô (2016), de Fabiano Lima, e La Sylphide (2014), de Mario Galizzi.

Assine aqui ou ligue (11) 3224-1383 de segunda a sexta das 10h às 19h.

A temporada 2016 da SPCD parte da percepção da força das imagens na contemporaneidade, que desperta em cada um de nós diferentes percepções de imagens e que são transformadas pelo que sentimos e vivemos. Titulada de Jogo de Linhas, apresenta três criações e cinco remontagens que dialogam com esta ideia. Entre as criações estão: Six Odd Pearls, do americano Richard Siegal; Pivô, de Fabiano Lima, que integra o Ateliê de Coreógrafos Brasileiros; e uma obra do brasileiro Jomar Mesquita ainda sem título – a segunda criada especialmente para a SPCD. Novos duos clássicos integram as remontagens, como o Grand Pas de Deux de O Corsário, da SPCD e O Talismã Pas de Deux, de Pablo Aharonian, a partir dos originais de Marius Petipa; além de Pas de Deux de Carmen e Fada do Amor, ambos de Márcia Haydée; e a remontagem de Suíte para Dois Pianos, do alemão Uwe Scholz remontada por Giovanni Di Palma.

Com o tema Corpo no Mundo, a temporada 2015 da SPCD parte das influências e dos modos de pensar o mundo em movimento, se deixando permear pelos distintos olhares dos criadores, mas considerando a cultura e a história da própria Companhia. Assim, a SPCD selecionou obras que revelassem as semelhanças e as peculiaridades da dança e da natureza humana pelo mundo:  Litoral (2015), criada para a São Paulo Companhia de Dança por Maurício Wairot; Indigo Rose(1998), terceira obra de Jirí Kylian a figurar no repertório da SPCD; e Dom Quixote (2015), criada para a Companhia por Márcia Haydeé. Para o 4° Ateliê de Coreógrafos Brasileiros, Clébio Oliveira coreografou Céu Cinzento (2015); e Binho Pacheco prepara uma criação.

A ideia que organizou a temporada 2014, Passado-Futuro, traz a tradição viva no corpo de hoje, um presente intenso, impregnado de passado, sugerindo um futuro. Neste ano, a São Paulo Companhia de Dança colocou lado a lado obras de diferentes gêneros da dança clássica e contemporânea: The Seasons, criada para a SPCD por Édouard Lock; La Sylphide (2014); Grand Pas de Deux de O Cisne Negro(2014); e Le Spectre de La Rose (2014), de Mario Galizzi a partir das obras originais de August Bournonville, Marius Petipa e Michel Fokine, respectivamente; e workwithinwork (1998), de William Forsythe. O 3° Ateliê de Coreógrafos Brasileiros apresentou as estreias de GEN (2014), de Cassi Abranches; e Bingo! (2014), de Rafael Gomes.

A temporada 2013 da São Paulo Companhia de Dança foi permeada por três grandes temas – Amor, Vida e Morte – em obras como Romeu e Julieta (2013), criação de Giovanni Di Palma para a SPCD; Por Vos Muero (1991), de Nacho Duato; Peekaboo (2013), criada para a Companhia por Marco Goecke; e Petite Mort (1991), de Jirí Kylián. O programa também contou com as estreias de Utopia ou O Lugar Que Não Existe(2013), de Luiz Fernando Bongiovanni; e Vadiando(2013), de Ana Vitória, obras criadas para o 2° Ateliê de Coreógrafos Brasileiros.

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