Temporada 2021

TEMPO DA TRAVESSIA

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.”

Fernando Teixeira de Andrade

 

A São Paulo Companhia de Dança (SPCD), corpo artístico da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, gerida pela Associação Pró-Dança e dirigida por Inês Bogéa, retoma sua Temporada 2021 no Teatro Sérgio Cardoso, equipamento vinculado à Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e gerido pela Amigos da Arte, considerado tradicional palco das temporadas da SPCD na capital paulista. Entre os dias 24 e 26 de setembro, será possível conferir a estreia do clássico Giselle – Ato II, com remontagem de Lars Van Cauwenbergh, e Agora, de Cassi Abranches. As sessões acontecem na sexta (24/9), às 20h, no sábado (25/9), às 16h e 20h, e no domingo (26/9), às 17h, com ingressos a partir de R$ 22,50 (meia) à venda em sympla.com.br.

Intitulada de Tempo da Travessia, a Temporada 2021 da SPCD reúne dessa vez, no palco do Teatro Sérgio Cardoso, dois nomes com trajetórias coreográficas intrinsecamente ligadas à SPCD: Lars Van Cauwenbergh e Cassi Abranches. Depois de assinar A Morte do Cisne, em 2019, para a São Paulo, Lars – que também é professor da Companhia – lança Giselle – Ato II, inspirada livremente no original de 1841 de Jules Perrot (1810-1892) e Jean Coralli (1779-1854). Apontada por estudiosos como o ápice do romantismo na dança clássica, Giselle vem recebendo inúmeras releituras ao longo dos séculos e agora chega ao repertório da São Paulo com cenário original de Vera Hamburger, que incorpora imagens de florestas brasileiras retratadas por Debret, De Clarac, Von Martius e Cássio Vasconcellos. A iluminação é assinada por Wagner Freire, enquanto os figurinos são de autoria de Marilda Fontes.

A temporada se encerra com a premiada Agora. Eleita como melhor coreografia de 2019 pelo júri do Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), a obra tem trilha original de Sebastian Piracés, iluminação de Gabriel Pederneiras e figurinos de Janaína Castro. Ela se soma a outras três criadas pela coreógrafa Cassi Abranches para o repertório da Companhia, que inclui ainda Gen (2014), o segundo ato de Schumann ou Os Amores do Poeta (2018) e Respiro (2020).

O público de casa também poderá conferir a temporada no ambiente virtual. Nos dias 2 e 3 de outubro, as apresentações serão transmitidas gratuitamente no canal da SPCD no YouTube e na plataforma Cultura em Casa com acessibilidade para pessoas com deficiência visual via opção de faixa com audiodescrição para Giselle – Ato II. As sessões acontecem às 20h (sábado) e 17h (domingo), com elencos distintos em cada dia, e não ficarão disponíveis posteriormente.

Aos que desejam mergulhar no universo dessas criações, haverá palestra virtuais de mediação sobre o programa. Conduzida por Inês Bogéa, ela reúne artistas envolvidos nas obras e acontece de forma virtual, no dia 16 de setembro, às 19h, no canal da SPCD no YouTube e na plataforma Cultura em Casa. A palestra terá reprise nas mesmas plataformas 1 hora antes dos espetáculos presenciais e das apresentações virtuais. No dia 29 de setembro haverá ainda duas exibições on-line gratuitas de Giselle – Ato II com mediação específica para estudantes e pessoas da terceira idade. As sessões acontecem às 10h e às 15h no canal da SPCD no YouTube e na plataforma Cultura em Casa.

ATENÇÃO: A São Paulo Companhia de Dança está com uma intensa programação de espetáculos presenciais e digitais ao longo de 2021. No entanto, a instabilidade do contexto atual impossibilitou a venda de assinaturas para este ano. Se você foi assinante em 2020 e tem dúvidas, entre em contato pelo email marketing@spcd.com.br ou telefone +55 11 3224-1383.

PERMANÊNCIA E INOVAÇÃO

“O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. […] Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena!”.

Clarice Lispector

Há possibilidade do convívio entre permanência e inovação. Uma companhia de repertório é, em alguma medida, um espaço público de memória viva da dança, que se mantém na sua essência e se transforma no corpo de cada bailarino que dança.

Em 2020, iniciaremos duas residências coreográficas: o americano Stephen Shropshire e o brasileiro Henrique Rodovalho farão, cada um deles, três obras para a São Paulo ao longo de cinco anos. Na residência, há um aprofundamento da pesquisa de linguagem e da relação direta com os artistas da casa. A residência de Shropshire tem coprodução do Governo Holandês. A inventividade e a experiência abrem espaço para mais liberdade criativa.

Para nossa temporada, contaremos com três estreias: Só Tinha de Ser com Você, obra emblemática que Rodovalho criou para a Quasar em 2005 e que, agora, ganhará uma nova versão para a São Paulo, mas sem perder sua essência e o diálogo com a música de Elis Regina e Tom Jobim. Shropshire fará sua obra, Rococo Variations, com a música de Tchaikovsky Variations in a Rococo Theme. Ele investiga a relação da dança contemporânea com o virtuosismo da dança clássica, em uma relação direta com a música. A brasileira Ana Catarina Vieira parte do vocabulário da dança popular do nordeste brasileiro para criar uma dança contemporânea instigante e divertida. Imagens de Portinari darão cor e inspiração para esta obra que terá como trilha a Suíte Pernambucana de Guerra Peixe.

Vamos rever nesta temporada obras clássicas como o inesquecível O Lago dos Cisnes de Mario Galizzi e a delicada A Morte do Cisne de Lars Van Cauwnbergh. Uma obra instigante e arrojada que se vale das sapatilhas de ponta e da luz para ganhar novos impulsos, e cria imagens únicas na cena: Trick Cell Play, de Édouard Lock. Obras contemporâneas de pesquisa de linguagem do movimento como: a vibrante e sensual Agora, de Cassi Abranches; a delicada e dinâmica Vai, de Shamel Pitts, a emblemática Gnawa, de Nacho Duato, e a provocativa e intensa Anthem, de Goyo Montero.

A cada vez que dançamos, vivemos uma experiência singular, seja pelo bailarino ou pela plateia. O que permanece e o que se modifica? A essência dos movimentos e da criação permanecem, mas sempre será diferente no corpo de cada um que vier a integrar a obra e na percepção de quem vê. Toda dança é feita de mudança – integrando novas qualidades, sem perder a essência.

Então, fica o convite para você vir, ver e viver o movimento, o dinamismo e a energia da arte da São Paulo Companhia de Dança.

Inês Bogéa
Diretora Artística e Executiva da São Paulo Companhia de Dança

SEM FRONTEIRAS

“São precisamente as perguntas para as quais não existem respostas que marcam os
limites das possibilidades humanas e traçam as fronteiras da nossa existência”.

Milan Kundera

Esta temporada tem como mote passos de dança sem fronteiras que dialogam com o tempo presente, turbulento e vivo, acelerado e intenso, de questionamentos, encontros e desencontros, e coloca em cena obras de grandes nomes da dança do Brasil e do mundo. Poderemos ver distintos olhares para a realidade que nos cerca, com questões sobre barreiras, acontecimentos, expansão de fronteiras… e possibilidades do surgimento de mundos criados na confiança entre artistas que se disponham a expandir as fronteiras da nossa existência.

Serão quatro programas diferentes: O primeiro com a estreia de Cassi Abranches, uma brasileira talentosíssima que fará sua segunda obra para a SPCD. A pré-estreia de Édouard Lock, um gigante da dança mundial que criará a sua segunda obra para a Companhia, desta vez encomendada pelo Festival Movimentos Festwochen der Autostadt em Wolfsburg, na Alemanha. São olhares distintos, mas que tem na potência da dança sua energia de diálogo com o nosso tempo.

Na segunda semana: obras modernas e contemporâneas com sapatilhas de ponta, investigando a possibilidade de ampliação do movimento corporal. A estreia de A Morte do Cisne, de Lars Van Cauwnbergh, a partir do solo emblemático criado no início do século XX por Michel Fokine (1880-1942) e imortalizado pela bailarina Anna Pavlova (1881-1931); a estreia na temporada do Balé Pulcinella, de Giovanni Di Palma, um balé com muito humor e imagens fortes, e Suíte Para Dois Pianos, de Uwe Scholtz (1958- 2004) , na qual o coreógrafo cria uma linguagem única a partir da inter-relação entre a dança, a música e as artes visuais.

No terceiro programa obras com dramaturgias atuais que falam de amores, chegadas e partidas e do trânsito de pessoas em busca da felicidade. Ngali… de Jomar Mesquita aborda a questão do relacionamento entre duas pessoas com a interferência de outras pessoas. Odisseia, de Joelle Bouvier, é uma coprodução com o Théâtre National de Chaillot (França), que estreia agora na temporada de assinaturas, e fala dos grandes fluxos migratórios da atualidade, e a estreia de Vai, na qual Shamell Pitts pesquisa “as muitas identidades que constroem nossa sociedade, em termos de movimentos e linguagens”.

Terminamos a temporada com o divertido Melhor Único Dia de Henrique Rodovalho, a instigante Supernova de Marco Goecke e a estreia de Goyo Montero.

Que em 2019 estejamos juntos para estes e outros passos da dança!

Inês Bogéa
Diretora Artística e Executiva da São Paulo Companhia de Dança

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Em 28 de janeiro de 2018, a São Paulo Companhia de Dança completa 10 anos! Tempo de muitas parcerias e encontros; do descortinar de novos mundos; de descobertas do movimento e da identidade dessa Companhia feita do amor e da entrega de muitas pessoas.

Serão 4 diferentes programas, três em junho e um em novembro: Na primeira semana, um mergulho na linguagem de Marco Goecke com três obras: Peekaboo (2013), O Pássaro de Fogo (2010) e Supernova (2009). Em seguida teremos duas criações de coreógrafos brasileiros da nova geração, que fizeram grande parte da sua carreira no exterior: Thiago Bordin e Lucas Lima, além de duas obras canônicas do repertório internacional: 14’20” (2002), de Jirí Kylián, e Gnawa, (2005), de Nacho Duato.

Na terceira semana estrearemos Melhor Único Dia de Henrique Rodovalho, o consagrado diretor da Quasar Companhia de Dança, de Goiânia, e veremos dois sucessos da temporada de 2017: Suíte de Raymonda, de Guivalde de Almeida e Primavera Fria, de Clébio Oliveira.

Em novembro estrearemos o balé clássico mais aclamado de todos os tempos: O Lago dos Cisnes, na versão de Mario Galizzi.

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Pássaro de Fogo foi o tema da Temporada de Assinaturas 2017 da São Paulo Companhia de Dança. “Símbolo de luz, é uma ave lendária, mítica e imortal, capaz de se regenerar, de encontrar potência para sua existência pelo encorajamento e superação. Este tema vem ao encontro das observações, reflexões e transformações do Brasil dos dias atuais.”, diz Inês Bogéa, diretora artística da SPCD.
O programa teve quatro estreias, sendo uma criação, Primavera Fria, de Clébio Oliveira, Pássaro de Fogo Pas de Deux (2010), Marco Goecke remontada por Giovanni Di Palma, 14’20’’ (2007), de Jirí Kylián, e Suíte de Raymonda, que integra o terceito ato do balé, remontada por Guivalde de Almeida para o Ateliê de Coreógrafos Brasileiros.
Ainda na temporada vimos obras marcantes do repertório: Ngali… (2016), de Jomar Mesquita com colaboração de Rodrigo de Castro, Suíte para Dois Pianos (1987), de Uwe Scholtz, Indigo Rose (1998), de Jirí Kylián, Pivô (2016), de Fabiano Lima, e La Sylphide (2014), de Mario Galizzi.

Assine aqui ou ligue (11) 3224-1383 de segunda a sexta das 10h às 19h.

A temporada 2016 da SPCD parte da percepção da força das imagens na contemporaneidade, que desperta em cada um de nós diferentes percepções de imagens e que são transformadas pelo que sentimos e vivemos. Titulada de Jogo de Linhas, apresenta três criações e cinco remontagens que dialogam com esta ideia. Entre as criações estão: Six Odd Pearls, do americano Richard Siegal; Pivô, de Fabiano Lima, que integra o Ateliê de Coreógrafos Brasileiros; e uma obra do brasileiro Jomar Mesquita ainda sem título – a segunda criada especialmente para a SPCD. Novos duos clássicos integram as remontagens, como o Grand Pas de Deux de O Corsário, da SPCD e O Talismã Pas de Deux, de Pablo Aharonian, a partir dos originais de Marius Petipa; além de Pas de Deux de Carmen e Fada do Amor, ambos de Márcia Haydée; e a remontagem de Suíte para Dois Pianos, do alemão Uwe Scholz remontada por Giovanni Di Palma.

Com o tema Corpo no Mundo, a temporada 2015 da SPCD parte das influências e dos modos de pensar o mundo em movimento, se deixando permear pelos distintos olhares dos criadores, mas considerando a cultura e a história da própria Companhia. Assim, a SPCD selecionou obras que revelassem as semelhanças e as peculiaridades da dança e da natureza humana pelo mundo:  Litoral (2015), criada para a São Paulo Companhia de Dança por Maurício Wairot; Indigo Rose(1998), terceira obra de Jirí Kylian a figurar no repertório da SPCD; e Dom Quixote (2015), criada para a Companhia por Márcia Haydeé. Para o 4° Ateliê de Coreógrafos Brasileiros, Clébio Oliveira coreografou Céu Cinzento (2015); e Binho Pacheco prepara uma criação.

A ideia que organizou a temporada 2014, Passado-Futuro, traz a tradição viva no corpo de hoje, um presente intenso, impregnado de passado, sugerindo um futuro. Neste ano, a São Paulo Companhia de Dança colocou lado a lado obras de diferentes gêneros da dança clássica e contemporânea: The Seasons, criada para a SPCD por Édouard Lock; La Sylphide (2014); Grand Pas de Deux de O Cisne Negro(2014); e Le Spectre de La Rose (2014), de Mario Galizzi a partir das obras originais de August Bournonville, Marius Petipa e Michel Fokine, respectivamente; e workwithinwork (1998), de William Forsythe. O 3° Ateliê de Coreógrafos Brasileiros apresentou as estreias de GEN (2014), de Cassi Abranches; e Bingo! (2014), de Rafael Gomes.

A temporada 2013 da São Paulo Companhia de Dança foi permeada por três grandes temas – Amor, Vida e Morte – em obras como Romeu e Julieta (2013), criação de Giovanni Di Palma para a SPCD; Por Vos Muero (1991), de Nacho Duato; Peekaboo (2013), criada para a Companhia por Marco Goecke; e Petite Mort (1991), de Jirí Kylián. O programa também contou com as estreias de Utopia ou O Lugar Que Não Existe(2013), de Luiz Fernando Bongiovanni; e Vadiando(2013), de Ana Vitória, obras criadas para o 2° Ateliê de Coreógrafos Brasileiros.

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