Dança em Rede

BALLET STAGIUM

  • Categoria: Companhias Profissionais
  • País de origem: Brasil
  • UF de origem: SP
  • Cidade de origem: São Paulo
  • Ano de criação: 1971
  • Responsável: Marika Gidali
  • Responsável cargo: Diretor
  • Telefone: 1130622564
  • Endereco: Rua Augusta 2.985, 2º andar
  • Bairro: Centro
  • E-mail: ciastagium@gmail.com

Histórico

A Companhia do Ballet Stagium nasceu em 1971, quando Marika Gidali e Décio Otero se uniram para uma série de programas didáticos sobre as diversas vertentes da dança para a TV Cultura de São Paulo. O dia 23 de outubro de 1971 é considerado o marco inicial da Companhia.
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; Marika e Décio uniram suas experiências de dança e teatro e resolveram fazer dança no Brasil, com uma estética e uma linguagem próprias e absolutamente inovadoras, num cenário nacional muito pouco propício e encorajador para qualquer vertente artística. Enquanto o teatro, o cinema e a música popular eram amordaçados pela censura da ditadura militar, o Stagium recusa o colonialismo e a alienação de então, decidindo seu destino. Nos passos do Teatro Oficina, do Teatro Arena e do Cinema Novo, que não podiam se manifestar, o Stagium percorre um caminho diferente daquele que havia pautado a dança no Brasil, impondo-se como a mais gratificante experiência no gênero.
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; A fórmula encontrada para desenvolver e viabilizar o trabalho da Companhia foi sair da cidade de São Paulo e das grandes metrópoles. Viajando pelo Brasil, os diretores perceberam a necessidade de despojamento e coerência com a realidade em que viviam os brasileiros. A visão dessa realidade fez com que Marika e Décio questionassem seu ofício, sendo o estopim de seu compromisso com a arte em outro patamar. A consequência natural desse questionamento crítico foi a ação. Chegaram à conclusão de que a dança seria o meio pelo qual a Companhia cooperaria com a sociedade da qual faziam parte. As imagens do Brasil foram integrando as coreografias, sem, todavia, transformar-se a Companhia num grupo de dança regional ou folclórica. As coreografias falavam dos problemas brasileiros através de uma linguagem universal; falavam para a humanidade.
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; Através de suas criações, utilizando vertentes universais da dança com aspectos tipicamente brasileiros, o Stagium conquistou um vasto público em todo o País, até então desacostumado e muitas vezes avesso a manifestações coreográficas.
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; E o repertório do Stagium foi se tornando, além de artístico, social e pedagógico. As produções da Companhia foram se adaptando aos diferentes espaços, cenários e contextos possíveis: pátios de escolas públicas, favelas, cinemas, praças, hospitais, igrejas, presídios, estações de metrô, praias e rios, palcos flutuantes, chão de terra batido, desfiles de escolas de samba, entre outros.
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; Os locais mais inóspitos se transformaram em palco. O palco se transformou em sala de aula, quando a Companhia inovou ao realizar aula-aberta à plateia antes de cada apresentação. A sala de aula se tornou laboratório para a criação da arte.
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; A Companhia e a Academia funcionam, desde 1974, num grande estúdio na Rua Augusta, na cidade de São Paulo, onde desenvolvem não apenas a prática e o ensino da dança, mas um verdadeiro programa de pesquisa em várias linguagens da dança, ideias e produções inovadoras. As inovações do Ballet Stagium estenderam-se além de sua linguagem contemporânea.

Trabalhos

O Ballet Stagium foi a primeira companhia nacional a utilizar trilhas sonoras da MPB, usando músicas de Pixinguinha, Waldir Azevedo, Geraldo Vandré, Chico Buarque, Lamartine Babo, Ari Barroso, Lina Pesce, Cartola e muitos outros. Vários outros compositores criaram partituras originais para o stagium, entre eles grandes personalidades como Milton Nascimento, (Missa dos Quilombos), Egberto Gismonti (Pantanal), Wiliam Sena (O Homem do Madeiro), Aylton Escobar (Quebradas do Mundaréu), André Abujamra (Shamain) e Marcelo Petragli (Luminescência).
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