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La Camargo

  • Categoria: Coreografias
  • País de origem: Rússia
  • Ano de criação: 1872
  • Duração: 0 min.
  • Grupos de estreia: Imperial Ballet
  • Autores: Coreógrafo: Marius Petipa

Histórico

Pierina Legnani como Marie Camargo e Sergei Legat como Vestris, 1901. Foto: The Marius Petipa Society | Divulgação

Pierina Legnani como Marie Camargo e Sergei Legat como Vestris, 1901. Foto: The Marius Petipa Society | Divulgação

Adeline Genée como Marie Camargo, 1912. Foto: Wikipedia | Divulgação

Adeline Genée como Marie Camargo, 1912. Foto: Wikipedia | Divulgação

Mini Biografia do Coreógrafo

Marius Petipa (1818-1910) nasceu em Marselha, na França. Começou a dançar na infância e foi primeiro-bailarino do Ballet de Nantes e do Grand Théâtre, ambos na França, do Teatro del Circo, na Espanha, e do Imperial Ballet (Kirov Ballet/Mariinsky Ballet), na Rússia. Ele começou a coreografar ainda bailarino, na primeira companhia onde trabalhou, mas foi no Imperial Ballet que sua carreira cresceu e se consolidou. Petipa coreografou dezenas de ballets, algumas de suas criações mais famosas são A filha do faraó (1862), Dom Quixote (1869), La Bayadère (1877), O lago dos cisnes (1877), A Bela Adormecida (1890), O Quebra-Nozes (1892) e Raymonda (1898). Também remontou outros tantos ballets, os mais conhecidos são Giselle (1841), Esmeralda (1844), Paquita (1846), O corsário (1856) e Coppélia (1870). Além disso, também foi maître de ballet do Imperial Ballet. Faleceu em São Petersburgo, na Rússia.

 

Principais remontagens

La Camargo (1872) foi apresentado algumas vezes, mas não parece ter feito parte do repertório do Imperial Ballet, apenas alguns trechos foram apresentados em galas entre 1880 e 1890. 

O ballet completo retornou aos palcos apenas em 1901, remontado por Lev Ivanov (1834-1901) para a despedida de Pierina Legnani (1868-1930). Para essa apresentação, Riccardo Drigo (1846-1930) compôs um novo pas de deux, incluindo uma variação de harpa. Pyotr Gusev (1904-1987) inseriu essa variação em sua remontagem de Paquita Grand Pas (1952), onde ela continua sendo dançada até hoje. É a única peça desse ballet que sobreviveu ao tempo.

 

Bibliografia

Informações sobre La Camargo na página The Marius Petipa Society
<https://petipasociety.com/la-camargo/>

Danciclopedia, Teatro Mariinski (Kírov), Universidad de Guadalajara
<https://sites.google.com/site/danciclopedia/home/los-teatr/teatro-mariinski-kirov>

(Cássia Pires | Pesquisa SPCD)

 

Videografia

Variação, Paquita Grand Pas, Mariinsky Ballet, 2018
(Música de Riccardo Drigo, para a despedida de Pierina Legnani, e coreografia, provavelmente, de Pyotr Gusev)
<https://www.youtube.com/watch?v=S78CVPxPub4>

Sinopse

La Camargo (1872) é um ballet de três atos, com coreografia de Marius Petipa (1818-1910) e música de Ludwig Minkus (1826-1917). O libreto foi escrito por Jules-Henri Vernoy de Saint-Georges (1799-1875) e Marius Petipa (1818-1910) inspirado em uma história real da bailarina Marie-Annie de Cupis de Camargo (1710-1770).
Dois homens chegam à casa de Camargo: Gaétan Vestris, maître de ballet, e um violinista, o Conde de Melun disfarçado. O conde está interessando em Marie, mas está prometido a Madeleine, sua irmã. Eles convidam as irmãs para um grande baile de máscaras, que aceitam o convite mesmo com receio. No baile, Marie também participa como bailarina, e o conde aproveita a aglomeração para raptá-la e levá-la ao seu palácio. De volta a sua casa, Marie pensa em como vingar a ela e a sua irmã pela conduta do conde. Em uma festa do Duque de Mayenne, ela arranca a máscara da enésima dama que o conde corteja, na presença do marido. O conde se vê obrigado a manter sua palavra e se casar com Madeleine, e Marie declara que se entregará à dança. Em Versalhes, acontece um baile em que Marie é a aclamada protagonista.

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