Dança em Rede

Rubens Oliveira

  • Categoria: Profissionais da dança
  • País de origem: Brasil
  • Cidade de origem: São Paulo
  • Atividade: diretor

Histórico

Rubens Oliveira, diretor do Gumboot Dance Brasil | Divulgação

Rubens Oliveira, diretor do Gumboot Dance Brasil | Divulgação
 

Biografia

Bailarino e coreógrafo. Premiado em 2018 pela APCA como melhor coreografia/criação pela Direção e Coreografia do espetáculo Subterrâneo. Dedica-se a pesquisa do movimento há 18 anos, tendo em seu currículo a criação e concepção de 10 espetáculos em 3 diferentes grupos na cidade de São Paulo. Levando sua arte para outras cidades do país e do mundo. 

Bailarino, professor e coreógrafo formado pelo Método de Reeducação do Movimento Ivaldo Bertazzo. Atuou na criação do Núcleo de Dança Pélagos (projetos com jovens do Campo Limo e entorno), Projeto Chega de Saudades (com o foco de colocar no palco pessoas não profissionais) e o grupo Gumboot Dance Brasil (grupo que tem como frente uma dança especifica vinda da África do Sul).

Trabalhos

Principais trabalhos

O Gumboot Dance Brasil foi criado em 2008, a partir da pesquisa do bailarino e coreógrafo Rubens Oliveira, que atuou na Cia TeatroDança Ivaldo Bertazzo por oito anos, onde conheceu a dança Gumboot por meio do grupo Kholwa Brothers, da África do Sul.

Interessado na pesquisa sobre Gumboot foi à África do Sul para intensificar sua pesquisa direto na fonte. No seu retorno ao Brasil, formou o Grupo Gumboot Dance Brasil, que desde então tem rodado por diversas cidades apresentando e ensinando a técnica. É o único grupo do país e um dos raros no mundo a pesquisar essa dança.

O grupo possui duas edições do espetáculo YEBO a primeira criada em 2010, e a segunda montagem em 2013. Em sua primeira versão do espetáculo YEBO o grupo contou com a participação da Banda Afroelectro. Ao intensificar a pesquisa, percebe o quanto essa dança trata de um assunto em comum com tantos outros povos no mundo, que vivem em situações precárias de trabalho. Sendo assim, na versão atual o YEBO, utiliza a história dos trabalhadores brasileiros para desenvolver e aprimorar a pesquisa, a partir da movimentação do Gumboot Dance. Pesquisa esta que foi se atualizando e se harmonizando de acordo com os corpos dos dançarinos, ficando cada vez mais consistente e criando parâmetros corporais próprios.

Em seu último espetáculo – Subterrâneo - que teve estreia em março de 2018, o grupo lança um olhar para os corpos periféricos que, assim como nas minas da África do Sul do século XIX, trabalham em condições degradantes lutando pela sobrevivência, saciando os donos das riquezas, sem nunca enriquecer. Propondo, assim, um diálogo entre a África do Século XIX e o Brasil atual, se conectando com as atuais desigualdades sociais com as quais convivemos.

 

Bibliografia

(Igor Gasparini | Pesquisa SPCD)

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