Dança em Rede

Serenade

  • Categoria: Coreografias
  • Cidade de origem: Nova Iorque
  • Ano de criação: 1935
  • Duração: 30
  • Grupos de estreia: American Ballet Theatre
  • Autores: George Balanchine
  • Remontagens: New York City Ballet
    American Ballet
    The Royal Ballet
    Sacramento Ballet
    Pacific Northwest Ballet
    São Paulo Companhia de Dança

Histórico

George Balanchine nasceu na Rússia em 1904. Começou a estudar balé aos 10 anos na Escola de Dança de São Petersburgo. Formou-se em 1921 e integrou o balé do GATOB (nome pelo qual foi conhecida a companhia do Teatro Maryinski de 1919 a 1934; a partir de 1935, seu balé passa a ser conhecido como Balé Kirov). Paralelamente à formação em dança, estudou no Conservatório de Música de Petrogrado. Estreou como coreógrafo em 1923 e no ano seguinte passou a integrar os Balés Russos (1909-1929), de Sergei de Diaghilev (1872-1929), onde dançou e, pouco depois, passou a coreografar. Em 1933, foi convidado por Lincoln Kirstein para criar uma identidade americana para o balé por meio de uma escola clássica nos Estados Unidos, a School of American Ballet, que daria origem ao New York City Ballet. Morreu em Nova York em 1983.

Bibliografia

101 Stories of the Great Ballets: The scene-by-scene stories of the most popular ballets, old and new (A Dolphin book) by George Balanchine and Francis Mason (May 20, 1975)

George Balanchine's the Nutcracker by Joel Meyerowitz (Nov 1993)

George Balanchine: The Ballet Maker (Eminent Lives) by Robert Gottlieb (Feb 9, 2010) - Bargain Price

Balanchine's Complete Stories of the Great Ballets, Revised and Enlarged by George Balanchine and Francis Mason (Nov 1977)

Balanchine--Russian-... Ballet Master Emeritus by Reine Duell Bethany and Adolph Caso (Oct 5, 2012)











Sinopse

Profundamente comprometido com a musicalidade sobre a qual se erguem suas obras, George Balanchine (1904-1983) teve uma aproximação um pouco diferente com a obra de Tchaikovsky (1840-1893) para criar sua coreografia sobre a Serenata em Dó Maior para Cordas de seu admirado compositor. Serenade partiu, antes que de uma apreensão musical específica (como era peculiar ao coreógrafo), de exercícios em que o artista procurava demonstrar a seus alunos quais as diferenças fundamentais entre o bailado em sala de aula e a dança apresentada no palco.

Ê claro – e ver esta coreografia sempre o confirma – que a arraigada musicalidade que estrutura as criações de Balanchine está presente aqui. Mas Serenade teve um processo de criação tal que ocupa um lugar especial na trajetória do mestre russo.

A coreografia nasceu de uma entrega do criador às circunstâncias: Balanchine incorporou certas formações incomuns (como um grupo de dezessete ou cinco bailarinas) e incidentes acontecidos (como o atraso de uma bailarina, o gesto que outra fizera para se proteger do sol, a queda de uma terceira) para renovar a tradição. Nota-se em Serenade um apuro estilístico a serviço do puro deleite, mas jamais de maneira ingênua ou gratuita.
Balanchine nunca admitiu a existência de um enredo em Serenade, mas é muito forte a sensação de que a partitura corporal aponta para uma narrativa. Talvez se possa atribuir isso à profunda compreensão que o coreógrafo tinha da composição musical, que sugere emoções e situações que se unem à dança para gerar uma obra da qual sempre emergem novos significados, histórias que se constroem no espírito de cada espectador.

Em junho de 1934 a coreografia foi apresentada pelo primeiro grupo da School of American Ballet, mas sofreu diversas mudanças, conforme assinala a Fundação Balanchine, até a estreia da obra pela companhia profissional, The American Ballet, criada por Balanchine e Lincon Kirstein (1907-1996), em março de 1935.



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