Dança em Rede

Street Dance

  • Categoria: Estilos de danças
  • País de origem: Brasil

Histórico

Foto de Wallace Chuck | Divulgação

Foto de Wallace Chuck | Divulgação

O termo Street Dance, no Brasil, não é mais muito utilizado, pois foi substituído na última década por Danças Urbanas. Entretanto, até hoje é possível encontrar o termo street dance como um estilo de dança em escolas e eventos específicos das danças que compõe a cultura hip hop.

As Street Dances, no plural, por designar várias danças dentro de uma mesma cultura, surgiram nas metrópoles norte-americanas e suas primeiras manifestações aparecem na época da grande crise econômica dos EUA. Em 1929, os músicos e dançarinos que trabalhavam nos cabarés ficaram desempregados e foram para as ruas fazer seus shows. Assim, acredita-se que a primeira Street Dance, criada nesse contexto das ruas, foi o Tap, ou sapateado americano, como é conhecido atualmente. Também neste contexto, surge o Lindy Hop, mas é somente em 1967, que se iniciam os primeiros movimentos das tradicionais danças que compõe o hip hop atualmente. O cantor James Brown faz sucesso com o Funk e junto com ele é criado o Locking.

Sendo assim, quem dança alguma dança da cultura hip hop, faz alguma Street Dance. Mas quais são elas? As Street Dances são danças que passaram a fazer parte da cultura do hip hop, englobando inclusive manifestações que vieram antes da consolidação da cultura só nos anos 1980.

Os movimentos iniciais contavam com eventos nas ruas que tinham a música, o grafite e o breaking como característica principal. Dessa forma, o movimento teve início com o breaking e, posteriormente, foram acrescentados danças anteriores como o Locking e o Popping e, posteriores, como o Hip Hop Dance, o Ragga Jam, o Wacking, entre outros. Hoje, dançar hip hop é dançar qualquer um dessas street dances ou ainda todas, entretanto, dada a dificuldade e as particularidades de cada uma, os dançarinos procuram se especializar apenas em uma ou em poucas delas. 

Bibliografia

GUARATO, Rafael. Nada de cria, tudo se copia, tudo se mixa em “Dança de Rua: corpos para além do movimento Uberlândia, 1970-2007” – Edufu, 2008.

ALVES, Flávio Soares. A Dança Break: uma análise dos fatores componentes do esforço no duplo movimento de ver e sentir – Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas SP Brasil, 2007.

LAKKA, Vanilton. A Cena das Danças Urbanas em Cena: A interface danças urbanas e danças contemporânea – IV Encontro Nacional de Pesquisadores em Dança – ANDA 2015.

Referências

(Igor Gasparini | Pesquisa SPCD)

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