Dança em Rede

Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro

  • Ano de criação: 1936
  • Responsável: Sergio Lobato
  • Responsável cargo: Diretor
  • Telefone: (21) 2332-9191
  • Endereco: Rua Almirante Barroso, 14/16 (Prédio Anexo do Theatro Municipal)- 8° andar
  • Bairro: Centro

Histórico

A história do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro começa no ano de 1927, quando a bailarina russa Maria Olenewa funda a primeira escola de dança do Brasil sediada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro (hoje, Escola Estadual de Dança Maria Olenewa), dando início à formação de bailarinos para integrar um futuro Corpo de Baile.

Inicialmente, Corpo de Baile e Escola de Dança se fundiam numa única estrutura na apresentação de espetáculos, até que em 1936, foi oficialmente criado o Corpo de Baile com a separação definitiva entre escola e companhia profissional.

A partir de então, o Ballet do Theatro Municipal , hoje composto por aproximadamente 100 bailarinos, vem cultivando ao longo de sua existência a tradição na excelência de seu repertório apresentado e é referência na história da Dança do Ballet brasileiro, como a primeira companhia de Ballet Clássico do país.

Trabalhos

Em 1937, sob a direção de Olenewa estreou a Primeira Temporada Nacional de Bailados.

De 1939 à 1943 o Ballet do Theatro Municipal foi dirigido por Vaslav Velchek. Posteriormente, Igor Schwezoff dirigiu a brilhante Temporada de 1945.

De 1950 a 1957, a bailarina e coreógrafa Tatiana Leskova ocupou a direção do Corpo de Baile, onde criou e remontou grandes balés dos quais participavam expoentes internacionais da dança.

Eugenia Feodorova estreou no Theatro Municipal em 1958 como Maitre de Ballet e coreógrafa e montou pela primeira vez na América do Sul, O Lago dos Cisnes completo.

Nos anos 60, William Dollar sucede Feodorova. Em 1963, Helba Nogueira estréia à frente do Corpo de Baile, e ainda em 63 Vaslav Veltecheck, retorna à direção do Corpo de Baile.

Dalal Achcar, diretora do Corpo de Baile em
1968, convida o coreógrafo Norman Thonson para a remontagem de Cinderela, de Prokofieff.

A década de 70 foi de grandes realizações: Dennis Gray cria Prometeu, com música de Beethoven, em 1973 George Skibine, coreógrafo convidado, monta Daphnis e Chloé, O Pássaro de Fogo e Les Noces de Stravinsky. Oscar Araiz em 1974 faz uma montagem moderna e muito pessoal de Romeu e Julieta de Prokofieff.

Tatiana Leskova e George Garcia foram convidados para dar início a um trabalho de reformulação do Corpo de Baile, que em 1977 passa a chamar-se Ballet do Theatro Municipal.

Nos anos 80 voltam ao Ballet as grandes montagens.
Com Dalal Achcar novamente na direção da Companhia, são encenadas suas coreografias para Floresta Amazônica, de Villa-Lobos, O Quebra-Nozes, Don Quixote, La Fille Mal Gardée de Alexander Grand e ainda Giselle de Peter Wright.

Em 1987, quando Tatiana Leskova volta a dirigir a Companhia, o Theatro Municipal assume o status de Fundação, que mantém até os dias de hoje.

Dalal Achcar preside-a em 1991, e o Ballet do Theatro Municipal teve como diretores a bailarina Nora Esteves e Dennis Gray.

Em 1995, Emilio Kalil assumiu a Presidência da Fundação e convidou Jean-Yves Lormeau para ser Coordenador Artístico do Ballet.

Neste período, a companhia recebeu como professores convidados David Allen, George Garcia, Gilbert Mayer, Jacques Namont, Jaroslav Slavick, Nanon Thibon, Aldo Lotufo, Consuelo Rios, Dora Lipka, Eugenia Feodorova, Eric Valdo, Ileana Lastres, Márcia Haydée, Tatiana Leskova, Alphonse Poulin, Emílio Martins, Miriam Guimarâes, Olivier Pardina, Piotr Nardelli, Rosália Verlangieri, Ricardo Nunes e Yelê Bittencourt.

De 1995 a 1998 ballets de coreógrafos de prestígio foram remontados: Napoli/Tarantelle e Konservatoriet de
Bournonville, Suite en Blanc de Lifar, L’Aprè s-Midi d’un Faune e A Sagração da Primavera de Nijinski, Les Noces de Nijinska, Prelúdios de Pederneiras, La Valse de R. Moreira, Resta Um de Lia Rodrigues, Cardinal de Dalal Achcar, Contra-Ataque de Regina Miranda, Paixão de Deborah Colker, Serenade de Balanchine, Grand Pas Classic de Gsovsky, Paquita de Petipa , La Sylphide de Lacotte, O Lago dos Cisnes versão de J.Y. Lormeau, Divertimento Nº 15 de Balanchine, Jeunehomme de Scholz, Concerto K 622 de Lubovitch, Magnificat de Araiz, Tempo de Tango de Arrieta, Larmes Blanches de Preljocaj, Les Présages de Massine, Daphnis et Chloé de Skibine e A Bela Adormecida versão de J.Y. Lormeau.

No ano de 1999 Dalal Achcar assume pela segunda vez a Presidência da Fundação e traz para coordenar o Ballet, Gustavo Mollajoli, ex-primeiro bailarino e ex-diretor do Ballet Estável do Teatro Colón de Buenos Aires. Para a temporada deste ano a companhia apresentou os ballets: O Circo dos Animais, Giselle, Coppélia, O Quebra-Nozes e mais um programa misto
com obras de Ivonice Satie, Deborah Colker, Dalal Achcar e Oscar Araiz.

Em 2000 a Companhia apresentou A Floresta
Amazônica
(Dalal Achcar), La Bayadè re versão completa de Makarova, um Programa Contemporâneo com obras de Vicente Nebrada, Uwe Scholz, Ismael Ivo e Márcia Haydée entre outros, e O Morcego, ópera ballet com coreografia de Dalal Achcar.

Em 2001, nas comemorações do centenário de Verdi a Cia dançou As Quatro Estações de Mollajoli; A Megera Domada de Cranko; 3X América, com obras de Mollajoli, Martha Grahan, David Parsons; O Lago dos Cisnes de Makarova e O Quebra-Nozes de Dalal Achcar.

No ano de 2002, foram dançados os ballets : Romeu e Julieta de Vasiliev com regência de Rostropovitch, Coppelia de Henrique Martinez e no final do ano, um programa misto - Os Grandes Ballets de
Tchaikovsky.

Em 2003, assume a Presidência da Fundação a Professora Helena Severo que convida para dirigir o Ballet , Richard Cragun, e além de Giselle, e O Lago dos Cisnes, encenamos também os ballets Onegin de Tchaikovsky e La Fille Mal Gardée, além de produções como: 7ª Sinfonia de Bethoven (Uwe Scholz) e Voluntaries (Glen Tetley).

Em 2005, Fauzi Mansur, ex-bailarino do BTM, é convidado para dirigir a CIA e encena os ballets La Fille Mal Gardée, A Bela Adormecida e o ballet “A Criação” de Uwe Scholz e música de Haydn.

No ano de 2006, Sérgio Marshall assume
interinamente o posto de coordenador artístico e reapresenta o ballet A Criação.

Marcelo Misailidis, primeiro bailarino da Cia, sucede Marshall ainda em 2006 e apresenta Coppélia, Onegin, uma nova versão de “O Lago dos Cisnes” e produz o primeiro workshop da Cia, onde são exibidos numa gala seis ballets com criações dos próprios bailarinos.

Em 2007 houve a reapresentação de “O Lago dos Cisnes”, uma temporada com Coreógrafos Brasileiros, viagens pelas capitais do país e “O Quebra-Nozes” para encerrar o ano.

Em 2008, a companhia reapresentou os ballets “Giselle” e “Coppélia, apresentou o ballet “O Lago dos Cisnes” no Festival de Joinville com grande sucesso de público e de crítica” e o ballet “Um Conto de Natal” para encerrar o ano.

Em 2009, Hélio Bejani, ex-bailarino da cia., assume a Direção Artística e viaja com a Cia em tournée pelo Brasil, durante as obras do Aniversário de Cem Anos de nosso Theatro.

Em 2010, foram apresentados os dois ballets de Roland Petit – “Carmen” e “L’Arlésienne”, uma temporada Contemporânea com ballets de David Parsons, “Don Quixote” e “O Quebra-Nozes” de Dalal Achcar.

No ano de 2011 a companhia reapresentou “Carmen” e “L’Arlésienne”, “Romeu e Julieta” e “O Quebra-Nozes”.

Em 2012 , foram os ballets “A Criação” de Uwe Scholz, “Onegin” de John Cranko e como tradição de Natal, “O
Quebra-Nozes”
de Dalal Achcar.

E no ano de 2013, o Ballet do Theatro Municipal apresentou os ballets "O Lago dos Cisnes", "Carmina Burana", "Sagração da Primavera" e "O Quebra-Nozes".

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Videografia

Canal do Theatro Municipal no Youtube:
http://www.youtube.com/user/MunicipalTheatroRJ

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